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Casal compartilha PASSATEMPO Objetos guardados vão desde bebidas, dinheiro antigo e bonecas até pôsteres de times de futebol e santinhos de candidatos ao pleito municipal A residência do casal Manoel
Blasque e Matilda Aparecida Blasque é um prato cheio para
crianças xeretas. Por todos os lugares, estão distribuídas
peças de coleção de bonecas, garrafas de
bebida, pôsters de times de futebol campeões e até
mesmo santinhos de eleições municipais.O santa-cruzense Manoel Blasque retornou para o município há aproximadamente onze anos. Ele saiu de Santa Cruz como oficial de farmácia, trabalhou em estabelecimentos da região e, aos 19 anos, foi para São Paulo, sempre seguindo o ofício e subindo de cargo nas empresas quando se aposentou, era gerente. Ele conta que começou a ganhar garrafas de uísque e vinho de seus clientes e, como não bebe, as guardava. Foi assim que comecei a colecionar coisas, conta o aposentado. Hoje, a variedade de objetos guardados em casa é imensa e difícil de enumerar: são canecas, latas de bebidas, moedas nacionais antigas e estrangeiras, miniaturas, objetos estrangeiros, álbuns de figurinhas e mais uma diversidade de quinquilharias, todas dispostas em prateleiras de metal. O piso de madeira faz com que o visitante pise de leve, para não criar um abalo que venha a derrubar alguma peça. Blasque admite que não sabe quantos objetos tem em casa nem mesmo sabe quantas garrafas de bebida estão em exposição. Acredito que deve ter umas 300, conta o colecionador, próximo aos vasilhames, que ocupam duas paredes de um dos cômodos de sua casa. A variedade de bebidas também é grande. Blasque tem garrafas de uísque, vinho, batidas, licores, cervejas, refrigerantes e sucos. Entre elas, estão algumas latas e canecas. No mesmo quarto das bebidas estão as bonecas de Matilda Aparecida, que também já perdeu a conta de quantas possui. A primeira que ganhou, aos 17 anos, ainda existe e está no meio das outras. Hoje, há bonecas grandes, pequenas, nacionais e importadas. Não tenho filhos, mas cuido das minhas bonecas, explica a dona-de-casa aposentada, que também tem coleção de miniaturas de noivas, guardadas numa cristaleira em outro cômodo para evitar poeira. Em volta, mais miniaturas de bonecas em trajes tradicionais de outras nacionalidades, sapos, gatos e outros animais. De verdade, mesmo, somente um peixe, dentro de um aquário que se perde em meio aos atrativos diminutos que saltam à vista por todos os cantos. Passatempo Na garagem da residência e num quartinho mantido ao fundo, há mais peças colecionadas. Na parede dos cômodos, pôsteres de times campeões, orações ou imagens emolduradas e os santinhos dos candidatos das duas últimas eleições municipais, separados de acordo com a legenda e com os votos devidamente registrados logo abaixo. A garagem da casa se tornou, na verdade, um tipo de oficina para Blasque. Não tenho carro. Nunca precisei e não gosto, admite. Ele usa o espaço que precisaria para o automóvel para emoldurar imagens, que são coladas em isopor e envernizadas. Os pôsteres do São Paulo time do coração de Blasque estão pendurados na sala de bebidas, junto com os do Palmeiras, time para qual Matilda torce. Outros times, como Grêmio e Corinthians, não são esquecidos por Blasque, mas ficam relegados ao quarto do fundo da casa. Comecei a guardar os pôsters das equipes vencedoras quando vim para cá, há 11 anos, recorda. Outro trabalho desenvolvido pelo casal como mero passatempo é a confecção de artesanatos, como porta-canetas feitos com palitos de fósforo ou cortinas confeccionadas com garrafas plásticas recicláveis. Como sou aposentado e não tenho filhos, ocupo meu tempo trabalhando com essas coisas, explica Blasque, que admite que a casa já está ficando pequena para o casal e suas coleções. |
Casal voltou para Santa Cruz para fugir da violência
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