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HABITAÇÃO
Construtora aguarda liberação da prefeitura para
implementqar infra-estrutura e vender lotes; prédio abandonado
há 10 anos será concluído
Esquecido
há cerca de 10 anos, o conjunto Rosa Vidor depende apenas
da permissão da prefeitura de Santa Cruz para retomar a
construção e se tornar loteamento residencial. Somente
um prédio começou a ser construído no local
e está abandonado, com várias pichações
por dentro e por fora. Inicialmente previsto para ser um condomínio
residencial, o conjunto Rosa Vidor foi abandonado pouco tempo
após começar a construção do primeiro
prédio. O projeto foi um convênio entre o antigo
proprietário do terreno, Milton de Souza Bastos, e a CBM
Construtora. Na época, grandes anúncios eram publicados
em jornais da cidade e região e muitos apartamentos foram
vendidos.
A propaganda ofertava apartamentos com 2 quartos, sala com 2 ambientes
e 56,19 metros quadrados de área construída. O condomínio
fechado teria portaria, quadras poliesportivas, salão de
festas e playground. Havia também facilidades no pagamento:
não era necessário dar entrada e o comprador pagava
144 parcelas de R$ 198 por um apartamento no térreo ou
R$ 280 nos pisos superiores o prédio construído
tem três andares. Cada apartamento tinha direito a uma vaga
na garagem. Entretanto, a inadimplência dos compradores
impediu que o projeto fosse concluído.
O que sobrou foi apenas um prédio no meio de um campo em
estágio intermediário de construção.
O local tem várias pichações por dentro e
por fora, feitas com giz ou cacos de tijolos.
Segundo Milton Bastos, após a saída da CBM, a construtora
Sistema Engenharia e Arquitetura assumiu as obras e, de início,
quis levar adiante os apartamentos. O proprietário conta
que, mais tarde, a constutora percebeu que houve um mal
estar no início da obra o empreendimento foi
comparado a uma casa de pombos e ela optou
por construir térreos. No final, cheg
ou à conclusão
que Santa Cruz não tinha condições para um
empreendimento daquele porte e resolveram lotear a área,
explica Bastos.
O ex-proprietário do terreno revela que a Sistema tenta
aprovar o loteamento há algum tempo, mas a prefeitura não
dá apoio. Vai meio a conta-gotas este
negócio, compara Bastos. O último projeto
solicitado pela prefeitura foi da execução de galerias
pluviais no loteamento, que já foi entregue. A empresa
enviou o projeto para a prefeitura, mas não obteve resposta.
Para começar um loteamento, é necessária
permissão da administração.
O projeto da Sistema prevê a conclusão do prédio
já construído e a urbanização da área.
O loteamento implica na conclusão do prédio.
Tem que aproveitar de algum modo, avalia Bastos, que tem
uma parte do terreno em seu nome. De início, eu receberia
o valor em apartamentos, mas, como o conjunto habitacional não
saiu, eu peguei uma área para mim, explica.
Decepção
Bastos admite que a estagnação da construção
do Rosa Vidor foi um grande desapontamento. Foram vendidos
200 apartamentos em 15 dias, mas espalharam boatos e isso prejudicou
o empreendimento, lamenta o santa-cruzense. Segundo ele,
os compradores pararam de pagar e o projeto regrediu. O
conjunto seria bom para todos, porque traria mais opções
de imóveis, desafogaria a cidade e a prefeitura estaria
recebendo impostos, disse Bastos. Recentemente, o setor
imobiliário registra falta de residências para locação.
Entretanto, um outro fator pode ter ocasionado a inadimplência:
como não havia apartamentos para pronta-entrega, o comprador
teria que arcar com as prestações e com o aluguel
de suas casas, o que dificultaria o cumprimento das obrigações
dos compradores em dia.