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ESCÂNDALO DO ITBI
Prefeito tenta minimizar indiciamento por corrupção
Em
entrevista à Rádio Difusora na quarta-feira, 16,
o prefeito Adilson Donizeti (PSDB) minimizou o episódio
de seu indiciamento criminal na polícia e voltou a adotar
a mesma postura do início do caso ITBI, responsabilizando
a oposição por tentar cassá-lo. Na segunda-feira,
o prefeito escalou um de seus 7 advogados Marco Antônio
Ramos, de Marília para também minimizar seu
indiciamento criminal em entrevistas a emissoras de rádio.
Adilson Donizeti foi formalmente indiciado por corrupção
passiva na sexta-feira, 11, juntamente com o empresário
Francisco Falavigna, indiciado por corrupção ativa.
Outras cinco pessoas sendo 4 servidores públicos
foram indiciadas por falsidade ideológica, por terem
mentido à polícia na tentativa de inocentar Donizeti.
Todos estão envolvido no caso ITBI.
Para o prefeito de Santa Cruz, o indiciamento na polícia
é um simples papel onde se coloca o nome do pai,
da mãe e o RG. Ele reiterou, porém, que o
procedimento da polícia foi um erro muito grave,
explicando que a denúncia do ITBI é eleitoral e,
portanto, deveria ter uma lei específica na área
eleitoral. Segundo Donizeti, o inquérito policial
começou viciado e de forma errada, anunciando
que vai buscar a reparação no Superior
Tribunal de Justiça. Nós estamos tomando providências
para solucionar todos esses casos, afirmou. Na semana passada,
o STJ indeferiu pedido de habeas corpus para trancar o processo.
A tática do prefeito, de tentar levar o escândalo
do ITBI para a Justiça Eleitoral, foi sugestão de
seu advogado, José Roberto Batochio que também
defende o ex-ministro Antônio Palocci e o ex-prefeito Paulo
Maluf. Há meses Batochio peticionou à Procuradoria
de Justiça de São Paulo órgão
máximo do Ministério Público paulista
no sentido de tipificar o caso como crime eleitoral, pedindo que
os autos fossem encaminhados à Justiça Eleitoral.
Se isto ocorresse, a defesa do prefeito teria uma vitória
extraordinária, uma vez que o inquérito recomeçaria
em outro tribunal. O Ministério Público, porém,
negou.
O grande problema do prefeito é que, quando estourou o
caso ITBI, ele negou qualquer vinculação eleitoral
à suposta doação de R$ 30 mil
que recebera do empresário Francisco Falavigna. Na época,
em nota divulgada no dia seguinte à publicação
das denúncias pelo DEBATE, Adilson Donizeti garantiu que
nem ele e nem qualquer funcionário público
ou mesmo o seu partido político receberam qualquer
quantia do empresário. Na ocasião, o presidente
do diretório do PSDB local, Dorival Parmegiani, também
anunciou publicamente que o partido não recebera qualquer
quantia de Francisco Falavigna.
Embora o caso ITBI esteja limitado somente ao âmbito policial
e do Judiciário, o prefeito aproveitou os microfones da
Rádio Difusora e voltou a acusar a oposição
de tentar cassá-lo. Existe um sensacionalismo muito
grande. Meia dúzia de pessoas já tentaram me cassar
na campanha, quando uma promotora chegou até a dar parecer
favorável porque fui visitar, juntamente com a vice-prefeita,
uma obra em Piraju. A oposição fez uma festa muito
grande, mas foi derrotada. Depois, foi a mesma coisa na Comissão
Processante, quando barramos tudo isso no Poder Judiciário.
Então, a oposição sempre faz este sensacionalismo
todo, disse Donizeti.
Nota oficial Anteontem, em nota oficial enviada
pela assessoria de imprensa da prefeitura a vários veículos
de comunicação de Santa Cruz e região, o
prefeito Adilson Donizeti voltou a insistir que seu indiciamento
e das testemunhas é um ato administrativo que significa,
exclusivamente, uma coleta de dados e informações
a cerca (sic) da pessoa.
Na verdade, o indiciamento ocorre quando o Estado no caso
a autoridade policial tem provas e indícios suficientes
para acusar alguém da prática de um crime.
No entanto, Adilson Donizeti que é advogado
tem uma outra versão para indiciamento que, segundo ele,
acontece em qualquer investigação. Toda vez
que é instaurado um inquérito, para que ao final
desse procedimento ele seja encaminhado para a apreciação
do Ministério Público, é preciso que se faça
a identificação das pessoas envolvidas através
da listagem de informações feita pelo delegado,
como número do RG, filiação, endereço,
entre outras, que recebe o nome técnico de indiciamento,
diz a nota oficial do prefeito divulgada na sexta-feira.
Ministro
do STJ não vê ilegalidade, mas defesa pede reconsideração
de despacho