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LEGISLATIVO Novos
cargos vão gerar gastos na prefeitura de Santa Cruz de
quase R$ 6 mil mensais
Em uma sessão
apertada, com nove projetos de leis e emendas na pauta,
os vereadores de Santa Cruz do Rio Pardo devem apreciar amanhã
à noite três textos, de autoria do executivo, que
tentam criar sete novos cargos na administração.
Ainda constam na pauta a criação de um fundo fixo
para a Câmara, aberturas de créditos especiais, convênio
entre a prefeitura e o programa Jovens Empreendedores, do Sebrae,
uma modificação na lei que institui a Zona Azul
e uma emenda, do vereador Leandro Mendonça (PSDB), reduzindo
para 30 dias o período de férias do legislativo.
A prefeitura quer criar o cargo de ouvidor de serviços
públicos, com salário de R$ 1.559,84. Outro projeto
permite a contratação de mais 4 oficiais administrativos
para a prefeitura, com salários de R$ 449,85 cada.
Outro projeto empreguista tenta viabilizar três
vagas para agente tributário de fiscalização,
com atuação específica nas áreas de
ICMS, ISS e IPTU. Os cargos, com referência P11 (R$ 710,27),
exigem como requisito mínimo curso técnico em contabilidade
ou formação em economia, administração
de empresas e direito.
Projetos semelhantes com os mesmos cargos já foram rejeitados
pela Câmara pelo menos três vezes, com pequenas modificações.
No final do ano passado, o prefeito apresentou projeto criando
cargos de fiscais tributários que foram rejeitados porque
exigia ensino médio. Os parlamentares consideraram que
seria necessário, pelo menos, ensino técnico em
contabilidade. O mesmo projeto foi apresentado no início
do ano, com justificativa sobre a desnecessidade da formação
específica, mas os parlamentares não acataram as
explicações do executivo.
Como não é permitido reapresentar projeto rejeitado
no mesmo ano, Donizeti tentou criar, pela terceira vez, os cargos
de fiscais, com a exigência de capacitação
específica, mas os vereadores tornaram a rejeitá-lo.
O novo projeto, que será apreciado amanhã, transforma
os fiscais em agentes tributário e modifica as graduações
necessárias para pleitear o emprego.
Gastos Caso todos os projetos propostos por Donizeti
sejam aprovados, os gastos mensais da prefeiutura sofrerão
acréscimos de R$ 5.490, excluídos os encargos sociais.
Embora funcione com orçamento de cerca de R$ 35 milhões,
a prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo paga os menores salários
da região. Em abril, o reajuste de 8% concedido aos servidores
não foi suficiente para elevar os valores das seis referências
mais baixas até o salário mínimo.
No final daquele mês, Donizeti enviou outro projeto, elevando
o salário dessas categorias e aumentando salários
de assessores e diretores municipais. Na época, sindicato
e servidores solicitaram a reestruturação de todas
as referências, mas Donizeti negou, sob o argumento de que
não haveria verbas suficientes. Ele prometeu reestruturar
os salários de cada referência aos poucos, mas até
o momento, não cumpriu a promessa.