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LANCHÓDROMO
Lei de Basílio estipula prazo para construção;
comerciantes têm opiniões divididas
O vereador José Basílio
Romano (PHS) pretende estipular prazo para que o prédio
do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) seja construído
pelo instituto ou que o terreno seja devolvido à administração
municipal. O órgão previdenciário é
proprietário do terreno doado pelo município há
décadas, onde hoje se estabeleceu o lanchódromo.
No final do ano passado, a justiça deu ganho de causa ao
INSS que exige a retirada dos proprietários de trailers
do local.
O terreno do lanchódromo foi doado ao INSS durante o segundo
governo de Onofre Rosa de Oliveira (1969-1972), por intermédio
de lei municipal. A primeira lei trazia um prazo específico
para a construção do prédio e, em caso de
descumprimento, a área seria devolvida à prefeitura.
Entretanto, no governo de Aniceto Gonçalves (1977-1982),
a lei foi alterada e esse prazo foi excluído. O local ficou
abandonado por muitos anos, até que foi ocupado, no governo
de Manoel Carlos Manezinho Pereira, pelos trailers de lanche.
Entretanto, o INSS tentou removê-los duas vezes do local.
O projeto de lei que determina novo prazo para construção
da sede do órgão previdenciário em Santa
Cruz do Rio Pardo deve ser apresentado na sessão de segunda-feira,
21. Segundo parecer do jurista especializado em administração
municipal, Mayr Godoy, não há como revogar a lei
de cessão e devolver a posse ao município. O meio
encontrado é estabelecer um limite de tempo para que a
obra seja iniciada e concluída assim como constava
na lei original.
Segundo Basílio, seu projeto de lei estabelece um ano para
que a construção da sede do INSS seja iniciada e
outros três para que seja concluída. Se não
respeitarem os limites de tempo, o terreno volta para o município,
explica o parlamentar.
A lei, entretanto, só pode resolver o problema a longo
prazo. Mesmo que não seja cumprida pelo INSS para que o
terreno seja devolvido, o órgão federal tem um ano
para começar a construção do prédio,
enquanto os proprietários de trailers já foram notificados
pela justiça para deixar o local. Eles contestam a notificação
na justiça.
Para Basílio, manter o espaço sem utilidade, como
ocorria antes dos trailers invadirem a área, é um
desperdício. Fica num local nobre da cidade,
recorda. Ele afirma que ainda não sabe o que pode ser feito
com os trailers quando eles forem retirados do terreno. Uma
das idéias seria colocá-los em volta do jardim.
Eles se propuseram a construir um banheiro no local e tomar conta
dele, revela Basílio.