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SAÚDE Profissional
utiliza hipnose em tratamento clínico; técnica possibilita
a alteração de pensamentos
A
técnica da hipnose se tornou conhecida pela população
devido à grande especulação da mídia
a respeito deste procedimento. A psicóloga Maria Jacinta
Bielawski Sutto, de Ourinhos, especialista em psicologia do desenvolvimento
humano e aprendizagem, utiliza a hipnose em sua clínica
para tratar seus pacientes.
Ela explicou que a técnica da hipnoterapia
é um trabalho de psicoterapia tratamento psicológico
que utiliza a hipnose como instrumento complementar. É
um trabalho diferente daquela hipnose de palco que vemos na televisão.
A hipnoterapia possibilita a alteração de pensamento
altera o estado físico e mental , através
da intensificação do foco de atenção
para determinada coisa, com o objetivo de auxiliar a pessoa a
estabelecer novos modos de pensar, explica Maria Jacinta.
A psicóloga indica o tratamento através de hipnoterapia
realizada em quantas sessões forem necessárias
a cada paciente , para distúrbios psicossomáticos
como fobias diversas, síndrome do pânico, disfunções
sexuais, depressão, estresse, preparação
para procedimentos cirúrgicos, insônia, entre outros.
Na medicina a hipnoterapia pode ser usada como anestesia
e analgesia. Na psiquiatria e na odontologia também se
utilizada a técnica como anestésico, abertura bucal
e controle de salivação, relata a especialista.
Maria Jacinta Sutto conta que, ao contrário do que acontece
nos programas de televisão onde a hipnose é apresentada,
não utiliza pêndulos, música ambiente ou outros
objetos. Utilizo apenas a minha voz como indução.
Trabalho com metáforas adaptadas ao conteúdo do
paciente. Vou falando e a pessoa entra em transe, conta.
Segundo ela, a técnica é bem simples e pode ser
usada em pessoas de todas as idades. Mas com crianças
é mais difícil, pois elas têm mais dificuldade
de focar a atenção. Quando menores, é mais
difícil de hipnotizá-las, explica Maria Jacinta.
Na hipnoterapia é necessário trabalhar os conteúdos
emocionais de maneira correta, caso contrário o paciente
pode sentir alguns efeitos indesejáveis como, por exemplo,
ficar deprimida.
A psicóloga afirma que muito do que se diz a respeito dos
efeitos colaterais da hipnose não passa de mito. Segundo
ela, os únicos incômodos provocados pelo procedimento
em alguns casos são enformigamento nas mãos, nas
pernas ou ainda leve dor de cabeça. Este mal-estar é
vencido ainda em consultório e, conforme relata a especialista,
o paciente sai tranqüilo da sessão e passa o dia todo
muito bem. Muitos acham que a pessoa pode não voltar
do transe, mas não há esse perigo. Uns podem demorar
mais para voltar e outros menos; depende da pessoa e da habilidade
profissional, mas todos voltam, desmistifica Maria Jacinta.
Serviço Maria Jacinta Bielawski Sutto é
Psicóloga especialista em psicologia do desenvolvimento
do comportamento humano e aprendizagem, atuante na área
clínica com hipnoterapia: Rua D.Pedro I, 643 sala
62 Ourinhos SP - Fone (14)-33267950.
Técnica
é reconhecida pela medicina há quase 10 anos
Embora criticada por muitos, a técnica da hipnoterapia
há tempos deixou de ser considerada irregular. Conforme
explicou a psicóloga Maria Jacinta Sutto, o Conselho Federal
de Medicina reconhece o uso da hipnoterapia sob o nome de hipniatria
desde 1997. Na psicologia o uso da hipnose foi aprovado no Brasil
como recurso auxiliar do trabalho do psicólogo através
de uma resolução de dezembro de 2000.
Maria Jacinta conta que desenvolve a hipnoterapia na área
educativa. Me baseio nos estudos de Milton Erickson, na
qual é respeitada a individualidade de cada paciente,
diz.
É importante destacar que somente profissionais com formação
em psicologia e que tenham feitos cursos em locais idôneos,
preferencialmente recomendados pelo Conselho de Psicologia, podem
utilizar a técnica da hipnoterapia. É preciso
cuidado, pois existem muitos cursos que ensinam as técnicas,
mas não ensinam como trabalhar o paciente. Então,
alguns profissionais podem acabar fazendo com que se manifestem
conteúdos na pessoa, e depois não conseguem trabalhá-los
adequadamente, podendo acarretar problemas emocionais sérios,
relata a especialista.
Maria Jacinta recomenda que o paciente tome cuidado na escolha
do profissional que aplicará a hipnoterapia. O importante
é que o profissional conheça as técnicas
e saiba aplicá-las. Deve-se saber reconhecer em que estado
hipnótico o paciente está e quais fenômenos
hipnóticos estão acontecendo, para assim poder trabalhá-los,
explica. O tratamento psicológico através da hipnose
vem crescendo no Brasil. Porém, segundo dados da especialista,
por enquanto apenas 5% dos profissionais estão aplicando-o.
O valor da hipnoterapia varia de acordo com a realidade de cada
lugar. Eu cobro o valor de uma sessão, mas só
aplico a hipnose se eu acreditar que é necessário.
Utilizo a técnica como instrumento e não como fator
primordial do meu trabalho, disse.