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Presa mulher com suspeita de ligação com PCC

OURINHOS — Policias civis descobrem central clandestina de telefone em bairro nobre e prendem Ivan Dias de Azevedo e Ivone Aparecida Pena



Foram presos em Ourinhos na última semana Ivan Dias de Azevedo, 33, e Ivone Aparecida Pena, 51. Eles são acusados pela polícia de operar uma central telefônica clandestina na cidade, usada para transferir ligações de celulares de detentos para vários presídios do estado de São Paulo. A casa fica na rua Nestor Soares, 30, na Nova Ourinhos, um bairro nobre.
Os policiais civis, por meio de serviço de inteligência, monitoravam a ação do casal depois de várias informações de vizinhos. O que despertou suspeita foi o fato de o casal mudar para a casa luxuosa usando uma Kombi e transportando poucos pertences pessoais. Os dois são suspeitos de atuar para a facção criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Há quatro meses, Ivone servia de “ponte” nas ligações de presos para os presídios. Recebia em torno de R$ 20 a R$ 50 pelos serviços prestados.
Os policiais apreenderam também vários aparelhos telefônicos, agendas com nomes de detentos e endereços de fóruns. A investigação vai continuar por policiais da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e do 2º Distrito Policial.
Ivone negou envolvimento, mas já esteve presa em São José do Rio Preto e possivelmente estava em Ourinhos há menos de um ano. O marido, Ivan Dias de Azevedo, é ex-presidiário. Os policiais descobriram que ela tem o apelido de “Deusa” internamente no PCC.
É por meio desse contato por celular de dentro dos presídios que saem várias ordens de ataque do PCC contra policiais e prédios públicos — as chamadas “salvas”. O teor das conversações não foi revelado pelos policiais civis — está sob sigilo de investigação. Antes o casal morou num bairro periférico, Jardim Sol, e posteriormente na Nova Ourinhos, de classe média alta.
Ela justificou a vizinhos que trabalhava para uma fábrica de alimentos de Cambará-PR, mas era vista de bicicleta ou se utilizando de mototáxi. Durante a noite, a luz da residência ficava apagada e por várias vezes foi visto funcionário ligado à empresa terceirizada de serviço telefônico rondando a casa.