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CONFLITO NA DIVISA
Processo contra pedágio tem novo desdobramento
O decreto assinado pelo governador Roberto
Requião (PR) em novembro de 2003 mudou o marco zero da
BR-365 e vai dificultar os argumentos apresentados pelo Sindicato
dos Professores de Jacarezinho contra a instalação
do pedágio na divisa do Paraná com São Paulo.
Ourinhos tem interesse nesta ação, porque o pedágio
instalado na divisa atrapalha o movimento dos paranaenses no município.
O custo da tarifa de veículos é R$ 7,90 ida
e volta são R$ 15,80 e moto custa R$ 4.
O pedido de providência para o Ministério Público
de Jacarezinho entrar com ação contra a Empresa
Concessionária Rodovias do Norte (Econorte) foi feito pelo
advogado e diretor da Estácio de Sá de Ourinhos,
Pedro Vinha, a pedido da presidente do sindicato, Ana Lúcia
Pereira Baccon.
No documento encaminhado, Vinha alegou que a concessão
começaria 600 metros após o marco inicial. Conforme
medições, a ponte velha está a 127 metros.
A praça de pedágio está fora da área
de concessão da BR-369, porque o trecho cedido pela União
ao Paraná tem extensão de 168,20 km, com marco inicial
nos 600 metros até o km 169,8 da região de Cambé.
No último domingo, porém, na Folha de Londrina,
surgiu a informação de que o decreto de Requião
legalizou a instalação de pedágio na praça
de Jacarezinho. Dirigentes do DER deram essa informação
a integrantes do movimento Fim do Pedágio,
organizado pelo Sindicato dos Professores de Jacarezinho com apoio
de Ourinhos.
O sindicato baseava a ação na informação
de Fumio Yamamura, do DER de Londrina, que indicou o marco zero
na ponte velha em ofício de 15 de maio deste ano. Esse
funcionário foi afastado do cargo após essa declaração.
O diretor operacional do Departamento de Estrada de Rodagem (DER),
Romeu Stencel, declarou à Folha Londrina que o marco zero
da BR-369 foi transferido para a ponte nova sobre o rio Paranapanema
entre 1 e 2 km do marco original. Stencel afirma que a
atual configuração foi definida em 1996 por meio
do Plano Nacional Veicular (PNV).
A presidente do Sindicato dos Professores, Ana Lúcia Baccon,
protestou com o novo desdobramento do caso. Como podem mudar
o marco da rodovia e legalizar a praça de pedágio
que estava fora da área de concessão? Não
é estranho o DER ter dois ofícios informando o marco
zero da BR-369?, questionou a professora. Ela pediu para
ser revogado o decreto, porque a tarifa de pedágio cobrada
na divisa de Paraná e São Paulo, para quem percorre
20 km entre Jacarezinho e Ourinhos, é a mais cara do Estado.
O movimento também reclama da cobrança de pedágio
entre o centro de Jacarezinho e o distrito de Marques dos Reis,
a poucos quilômetros da divisa entre os estados.