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LEGISLATIVO Adversários,
Leandro e Rui Reis têm fitas com conteúdo diferente
A
sessão da Câmara de Santa Cruz do Rio Pardo foi interrompida
por alguns minutos na segunda-feira, a pedido do vereador Leandro
Mendonça (PSDB), para que os vereadores ouvissem uma gravação
de áudio com o comerciante Júlio Araújo,
testemunha em inquérito policial aberto pelo tucano contra
Rui Reis (PV). Segundo a denúncia, Reis teria manifestado
a intenção de contratar uma pessoa para agredir
Leandro durante a campanha eleitoral de 2004, quando ambos pertenciam
ao mesmo grupo político e apoiavam a reeleição
de Adilson Donizeti (PSDB). O desentendimento aconteceu num dos
últimos comícios eleitorais do grupo tucano, em
setembro de 2004.
O caso teve uma reviravolta há duas semanas, quando a testemunha
negou a versão apresentada à polícia por
Leandro e pelo prefeito Adilson Donizeti. Segundo ele, Rui realmente
teria dito que precisava pegar o Leandro, mas negou
que tivesse intenção de contratar alguém
para fazê-lo. A retratação foi feita em novo
depoimento e encaminhada à Delegacia Seccional de polícia,
onde está o inquérito por envolver autoridades com
mandato eletivo.
Rui Reis disse que gravou a nova versão de Júlio
Araújo, mas agora Leandro fez questão de mostrar
aos vereadores que ele também havia gravado a primeira
versão da testemunha, no início do ano. Não
costumo gravar conversa, mas, neste caso, minha própria
mulher sugeriu a gravação para me resguardar futuramente,
explicou Mendonça aos vereadores.
Rui Reis também ouviu a gravação. Em determinado
trecho, a testemunha insinua que o ex-tucano estaria disposto
a contratar alguém por R$ 50,00 para dar um pau
em Leandro. Reis confirma que houve um desentendimento, presenciado
também por outros integrantes do partido, mas nega o restante
da história. Segundo ele, a fita de Leandro prova apenas
que a testemunha não tem credibilidade alguma para fazer
a denúncia.
Já o prefeito Adilson Donizeti, que fez denúncia
semelhante à polícia, retirou a queixa. Leandro
pretende entregar cópia da fita ao delegado de polícia.
O inquérito é confuso e a testemunha Júlio
Araújo não chega a ser categórico, em seu
primeiro depoimento, sobre a suposta intenção de
Rui Reis. A Câmara não deve investigar o caso através
da Comissão de Ética.