| Cidade |
POLÍTICA Para
Luciano Severo, candidato pelo PSC, meio é mais democrático
e barato, além de angariar votos de colegas que moram em
cidades distantes
Impossibilitados de divulgar seus nomes
por meio de brindes como camisetas, canetas, bonés
ou qualquer outro tipo de produto , os candidatos encontraram
outro meio de serem lembrados: a propaganda via internet. Para
Luciano Aparecido Severo, que pleiteia uma vaga na Assembléia
Legislativa de São Paulo, a internet é o meio mais
democrático de propaganda eleitoral mais até
que a televisão.
Severo é o único candidato de Santa Cruz do Rio
Pardo a deputado estadual. Seu nome é sempre lembrado no
site de relacionamentos Orkut, na comunidade de Santa Cruz do
Rio Pardo, que tem 3.104 membros. Além disso, pelo menos
duas comunidades Eu Sou Severo e Sargento
Severo foram criadas para o candidato por eleitores.
Segundo o próprio candidato, ele recebe diversas mensagens
de apoio pelo Orkut de eleitores de toda a região. Amigos
que o encontram pelo site de relacionamentos, mesmo que não
morem mais em Santa Cruz, também manifestam apoio ao candidato.
Mas tem muita gente que nunca vi antes e que me deixa apoio
pela internet, conta Severo.
Entretanto, o Orkut não é a única frente
de ataque cibernética do candidato. Severo mantém
um site pessoal para divulgar sua candidatura. O site da candidatura
traz fotos, textos, agenda do candidato e suas propostas de gestão,
caso seja eleito. O site não indica, entretanto, o número
de visitas que já recebeu.
Outro plano que o candidato planeja pôr em prática
é divulgar sua candidatura por correio eletrônico.
Segundo Severo, ele pretende enviar e-mails para segmentos específicos
em que atua.Eu calculo ter cadastrado 150 mil endereços
de policiais militares e outros 2 mil de árbitros no estado
de São Paulo, revela Severo, que planeja para setembro
os pedidos de votos via correio eletrônico.
Democrático Para Severo, a decisão
tomada pelo TSE impedindo a distribuição de prêmios
acabou privilegiando os candidatos com menor recurso financeiro,
porque a campanha atual tem de privilegiar o contato com os eleitores.
Para mim, que não sou conhecido, é muito mais
fácil fazer campanha nas ruas que outro com notoriedade
nacional, exemplifica Severo.
Outro ponto analisado por ele é a questão de gastos
de campanha: além de não poder mais fazer brindes,
o que consumia boa parte da verba dos candidatos, a propaganda
cibernética também ajuda a baratear os custos. Cada
correspondência custa R$ 0,70. Se fosse mandar votos para
todos os policiais pelo correio, gastaria R$ 35 mil só
com isso, compara o candidato a deputado estadual.
Para testar a eficácia dos candidatos regionais via internet,
a reportagem também enviou e-mails com cinco questões
para os candidatos Larissa Figueira (Prona), José Claudinei
Messias (PMDB), Robson Martuchi (PV), Antônio Amaral Júnior
(PT), Silvonei rodrigues (PSDC) e o tenente Augusto Rosa (PV).
Dos seis candidatos ourinhenses, nenhum respondeu ao questionário
enviado pelo DEBATE.