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Fogo destrói área na margem do Paranapanema

OURINHOS — Pelo menos 1.000 mudas de árvores foram danificadas em um terreno de 50 m2 que seria usado exclusivamente para reflorestamento



Parte da área foi queimada, mas um trecho escapou do incêndio de causa desconhecidaUm incêndio queimou 300 mil m2 de vegetação na margem paulista do rio Paranapanema no domingo, mas cerca de 1.000 mudas de árvores de 1,5 metro de altura foram prejudicadas numa extensão de aproximadamente 250 metros de largura, que se inicia na rodovia Melo Peixoto e vai até a cerca na divisa com o Clube Diacuí.
O reflorestamento estava sendo feito pela Equipe de Canoagem de Ourinhos (ECO) numa área de 50 mil m2, cedido à organização não-governamental que alia esporte, lazer e defesa da natureza.
Devido à estiagem, a vegetação fica seca e fácil para combustão. Basta uma bituca de cigarro ou uma pequena fonte de calor, como a brasa, num pequeno trecho de vegetação para o fogo se alastrar por uma rajada de vento. Isso é possível porque o local é freqüentado por pescadores que procuram o Paranapenama ou as pequenas lagoas que se formaram ao redor de antigos depósitos de argila.
Segundo Pedro Trigolo Filho, integrante da ECO, quem procura a beirada do rio muitas vezes acende fogueira para espantar mosquito ou mesmo para se aquecer durante à noite, mas não percebe que pode provocar, por acidente, incêndio nas matas. “Um vento pode alastrar as chamas”, disse Trigolo.
Ele conta que o solo da área é arenoso e por isso o reflorestamento da área é muito demorado.
O Corpo de Bombeiros de Ourinhos confirma que nas últimas semanas aumentou a incidência de incêndio em terrenos baldios na zona urbana, rural e em áreas de preservação ambiental.
Outro incêndio registrado ocorreu segunda-feira no final da tarde, próximo do Conjunto Habitacional Orlando Quagliato, que faz divisa com uma pastagem que interliga à mata ciliar do rio Pardo.
Em torno de 3 km de extensão margeando o Pardo foram danificados pelo fogo. A causa é Pedro Trigolo Filho diz que incêndio pode ter sido criminosodesconhecida. “A folhagem seca é um material de fácil combustão. Uma bituca de cigarro acesa atirada pode fazer o estrago”, declarou o tenente do Corpo de Bombeiros de Ourinhos, Almir de Aguiar Dias.
Provocar incêndio em vegetação em área de preservação permanente é crime. Os responsáveis, se foram processados e condenados, estão sujeitos à pena de 3 a 6 anos de reclusão e multa.