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HABITAÇÃO
A cidade, que tem menos de 4 mil habitantes, contará até
o ano que vem com mais de 170 casas populares, contruídas
através da estatal CDHU
Mais de 170 casas populares serão
construídas em Espírito Santo do Turvo até
o ano que vem, através da empresa estatal CDHU (Companhia
de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), ligada ao governo do
Estado. A cidade, emancipada em 1990, tem hoje quase 4 mil habitantes,
conforme dados do último censo demográfico, e possui
grande deficiência habitacional. A prefeita Luciana Retz
afirmou que é grande o número de trabalhadores das
empresas locais que residem em municípios vizinhos, principalmente
na época de safra.
Estão sendo construídas, desde o primeiro semestre
de 2005, 84 moradias. Numa segunda etapa, estão previstas
mais 90 moradias. Para que a CDHU autorize a contrução
de moradias, cabe à prefeitura ceder o terreno e disponibilizar
a parte administrativa na construção. As licitações,
bem como todo o gerenciamento, estão sendo realizadas pela
prefeitura, explicou Luciana Retz.
Antes de inciar a construção dos imóveis,
a CDHU visita a cidade para comprovar a necessidade de novas moradias.
Após esta etapa, o fundo social começa a cadastrar
famílias, selecionando-as conforme uma série de
exigências da estatal. Em seguida é feito um sorteio
para a seleção final dos mutuários.
Em Espírito Santo do Turvo o número de famílias
que participaram do sorteio foi muito grande em relação
ao número de moradias disponíveis. Tivemos
quase 300 famílias inscritas, daí a necessidade
de um novo conjunto habitacional, avalia a prefeita Luciana
Retz.
O terreno doado pela prefeitura para a construção
das primeiras casas faz parte de uma área desapropriada
ao lado do Jardim Zanata, com mais de 40 mil metros quadrados.
Para a construção das 90 novas casas, que por lei
deve se iniciar após o período eleitoral, 45 mil
metros quadrados de um local destinado ao distrito industrial
foram disponibilizados. Segundo a assessoria técnica da
prefeitura, há vários anos o terreno encontra-se
ocioso, já que apenas uma empresa se instalou no local.
Conforme normas da CDHU os mutuários devem ajudar na mão
de obra, destinando 16 horas semanais nas atividades de construção.
A maioria vai aos finais de semana. Durante a semana muitas
mulheres ajudam. Quem não pode comparecer, deve indicar
um representante, explicou Luciana Retz.
O prazo para a entrega das 84 casas está previsto para
dezembro. As outras 90 moradias estão em fase de projeção.
Já estamos fazendo o sistema de plantas e projetos
de infra-estrutura, disse contou a prefeita de Espírito
Santo.