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LEGISLATIVO Contas
de 2004 da Câmara, presidida pelo ex-vereador Luiz Besson
(PSDB), foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado
O
Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) julgou
irregulares as contas do ex-vereador Luiz Besson (PSDB), que presidiu
a Câmara de Santa Cruz do Rio Pardo em 2004. Besson é
um dos principais aliados do prefeito Adilson Donizeti (PSDB),
mas não foi reeleito naquele ano. Se o parecer foi mantido,
Besson fica inelegível e não pode disputar as próximas
eleições.
De acordo com a assessoria de imprensa do TCE, as contas do ex-vereador
continham irregularides desde remuneração a maior
a agentes políticos até adiantamento salarial a
servidores sem comprovação de descontos na folha
de pagamentos. Isto quer dizer que Besson autorizou o adiantamento
para servidores da Câmara, mas não devolveu o dinheiro
posteriormente.
O ex-vereador tucano apresentou um pedido de reconsideração
ao TCE, que ainda não foi analisado. Em vista da gravidade
do apontamento, alguns advogados consultados avaliam que dificilmente
Besson terá sucesso.
A prática de adiantamentos salariais a servidores e até
vereadores veio a público em junho deste ano, quando o
atual presidente da Câmara Edvaldo Godoy (PPS)
admitiu que também adotava o procedimento em vista do fato
ser prática comum na gestão anterior, de Luiz Besson
(PSDB). Edvaldo, porém, foi alertado por uma agente de
fiscalização do TCE e suspendeu os adiantamentos.
Em alguns, ele próprio fora o beneficiado.
Segundo o TCE, os adiantamentos só podem ser autorizados
mediante lei expressa. Sem isto, eles seriam equivalentes a empréstimos
sem juros, o que é ilegal. Na época em que o DEBATE
noticiou o caso, Edvaldo disse que a diferença entre o
procedimento da atual gestão da Câmara e da época
de Luiz Besson é que as quantias eram descontadas posteriormente
em folha de pagamento. No caso do ex-presidente tucano, o dinheiro
não foi devolvido, segundo o TCE.
Luiz Besson e o ex-vereador Idílio Biroca Rodrigues
(PSDB) igualmente aliado do prefeito e atual assessor da
Codesan também estão sendo investigados em
inquérito que apura o uso da estrutura da Câmara
de Santa Cruz para fins particulares. Durante a gestão
dos dois à frente da Câmara, ambos utilizavam fax,
computador e telefones do Legislativo como apêndice de seus
estabelecimentos comerciais. Os dois ex-vereadores devolveram
as quantias referentes aos gastos com telefone somente dois anos
após a denúncia ser publicada no DEBATE. O inquérito
foi aberto pelo Ministério Público de Santa Cruz
do Rio Pardo.