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S. Cruz recebe workshop de pólos têxteis paulistas

Desing — Oficina de moda que leva as tendências futuras aos grandes centros de vestuário passa pela primeira vez na região


Público lotou salão de eventos da ACE para conhecer tendências apresentadas por Valéria FeldmanA microrregião de Santa Cruz do Rio Pardo está alçando seu primeiro degrau para a inclusão na lista de regiões tidas como centros de vestuário. Na noite de terça-feira, aconteceu o primeiro workshop de tendências Outono/Inverno 2007 na ACE — Associação Comercial e Empresarial. O evento é apresentado em grandes centros como São Paulo e Santos. Empresários de vestuário da região estiveram presentes para conhecerem as novas tendências do próximo ano.
Além do trabalho para o desenvolvimento do pólo calçadista em Santa Cruz, o Sebrae, em parceria com o Senai, está trabalhando para o desenvolvimento e fortalecimento das industrias de confecções na região, segundo contou a agente de desenvolvimento do Posto de Atendimento ao Empreendedor do Sebrae, Claudia Camargo.
A agente do Sebrae explicou que já existia a intenção de promover algo diferente, para unir o grupo de empresas do vestuário da região. Segundo Cláudia, o Sebrae já ofereceu duas tele-salas — “juntos somos fortes” e “aprender a empreender” — para o grupo. “O analista do escritório regional do Sebrae, em reunião em São Paulo, solicitou e, então, conseguimos que Santa Cruz e região fizessem parte das cidades que recebem esse evento de tendências”, relatou Cláudia.
A agente lembrou que na microrregião existem diversas indústrias do vestuário. “É um segmento forte que deve ser trabalhado. Os alunos da escola Senai estão sendo premiados e é preciso fortalecer a indústria para receber essa mão de obra qualificada”, avaliou.
O coordenador de atividades técnicas e pedagógicas do Senai, Marcos Antonio Escareli, relatou que já existem os workshops de tendências na área dos calçados. “Como nossa escola também está voltada para a empresa do vestuário, era uma reivindicação e meta da escola trazer algo para a moda do vestuário”.
Escareli informou que esse foi o primeiro evento do setor que chegou à região. “Esse workshop é do próprio Senai de São Paulo. Eles montam esses cadernos de tendências e fazem a apresentação nos grandes centros do vestuário, como Santos e São Paulo”, explicou. O coordenador acredita que esse foi o primeiro passo para a inclusão da região na lista dos grandes centros de vestuário. Participaram do evento empresários de Ipaussu, Bernardino de Campos, Palmital, Ribeirão do Sul, além de Santa Cruz.
Tendências — A palestrante Valéria Feldman apresentou aos empresários do vestuário e ao público presente o caderno de inspirações e tendências para design de moda outono-inverno 2007, batizado de “Fábrica de Nós Mesmos”. O caderno foi dividido em quatro temas: extravagância, equilíbrio, essencial e amplitudes.
O tema Extravagância mostra a influência de tempos e épocas marcantes da história. Valéria explicou que o tema tem influências de decorações renascentistas, barrocas e do rococó. Além disso, acontece uma mistura com o punk e o gótico. “O preto é uma das cores mais importantes da estação. Essa cor irá aparecer em todos os temas e no ‘Extravagância’ vem junto dos verdes militares e derivados. É uma cartela com cores mais pesadas. São importantes também os vermelhos e vinhos”, explica.
A palestrante demonstrou que no tema Equilíbrio acontece o oposto. “A idéia é o mínimo de informações, uma coisa clean e volumes arredondados. É a forma como função da peça, é dar importância ao que vem de fora, às formas limpas, a arquitetura da forma, a geometria simples”.
Segundo o caderno de tendências, no tema Essencial os tons plastificados e as cores bastante primárias é que vão contrastar com os tons mais cinzentos, mais escuros. Serão valores simples, do campestre, do morno, do natural, através de tons pasteis e tecidos leves.
O trabalho manual, como crochê, estará muito forte. “A idéia é fugir do urbano, é a busca do aconchego do lar”.
Esse tema traz grandes golas e mangas volumosas. Também existe a noção de envelopamento do corpo e da cintura evidente para o masculino. “Para o infantil vêm a idéia das formas arredondadas, pensando no aconchego, na proteção e conforto”.
Em “Amplitudes” existe uma mistura proporcionando uma liberdade de expressão, livre de estereótipos. A cultura inglesa estará muito presente, com brasões lembrando a coroa britânica.
O masculino traz um espírito rebelde chique, com o grunge, efeitos de sobreposição e aparência amassada. “No infantil estará muito presente a aplicação da bandeira inglesa e do brasão. O punk, o uso do crochê colorido e o espírito rock são outras tendências”, finalizou a palestrante.