• Cidade

Árvores saudáveis sofrem cortes em nome do visual

MEIO AMBIENTE — Uma fachada mais limpa, fim das folhas na calçada, mais espaço para pedestres: tudo isso está se tornando motivo para se cortar árvores na cidade


Na rua José Ortega Simão, tocos na calçada em frente à casa do PrefeitoA presença, cada vez maior, de “tocos” nas calçadas de Santa Cruz do Rio Pardo denuncia: muitas árvores sadias podem estar sendo retiradas apenas por uma questão de estética. A busca por fachadas mais “limpas”, mais espaço nas calçadas e a ausência de folhas para facilitar a limpeza estão se tornando motivos para o corte de árvores. No centro da cidade, a rua Antônio Mardegan possui 11 tocos, além de três árvores podadas. Na avenida Batista Botelho, são 18 tocos.
O vereador Rui Reis (PV) explicou que algumas árvores precisam ser cortadas por estragar tubulações, atrapalhando o fluxo de água em residências, ou até mesmo em risco de cair. “Mas o corte deliberado não pode existir”, adverte.
Rui pretende regulamentar essa situação no Plano Diretor, antes do final do ano. “Deve ser feita uma análise das árvores e a substituição das problemáticas. Deveria haver uma regulamentação sobre os tipos de árvores que podem ser plantadas em calçadas”, explica. Reis defende um incentivo ao morador que possui árvores em seu quintal, através, por exemplo, de desconto no IPTU — Imposto Predial e Territorial Urbano.
Em Santa Cruz a lei 1.297/91 determina que somente órgãos da Prefeitura ou pessoas autorizadas pela Secretaria de Agricultura é que podem podar ou cortar árvores. A lei também exige a substituição da árvore retirada, cuja muda adequada deve ser indicada pela Secretaria da Agricultura. Deve-se evitar, por exemplo, eucalipto, ficus, flamboyant, paineira e seringueira.