| Cidade |
MEIO AMBIENTE Uma
fachada mais limpa, fim das folhas na calçada, mais espaço
para pedestres: tudo isso está se tornando motivo para
se cortar árvores na cidade
A presença, cada vez maior, de
tocos nas calçadas de Santa Cruz do Rio Pardo
denuncia: muitas árvores sadias podem estar sendo retiradas
apenas por uma questão de estética. A busca por
fachadas mais limpas, mais espaço nas calçadas
e a ausência de folhas para facilitar a limpeza estão
se tornando motivos para o corte de árvores. No centro
da cidade, a rua Antônio Mardegan possui 11 tocos, além
de três árvores podadas. Na avenida Batista Botelho,
são 18 tocos.
O vereador Rui Reis (PV) explicou que algumas árvores precisam
ser cortadas por estragar tubulações, atrapalhando
o fluxo de água em residências, ou até mesmo
em risco de cair. Mas o corte deliberado não pode
existir, adverte.
Rui pretende regulamentar essa situação no Plano
Diretor, antes do final do ano. Deve ser feita uma análise
das árvores e a substituição das problemáticas.
Deveria haver uma regulamentação sobre os tipos
de árvores que podem ser plantadas em calçadas,
explica. Reis defende um incentivo ao morador que possui árvores
em seu quintal, através, por exemplo, de desconto no IPTU
Imposto Predial e Territorial Urbano.
Em Santa Cruz a lei 1.297/91 determina que somente órgãos
da Prefeitura ou pessoas autorizadas pela Secretaria de Agricultura
é que podem podar ou cortar árvores. A lei também
exige a substituição da árvore retirada,
cuja muda adequada deve ser indicada pela Secretaria da Agricultura.
Deve-se evitar, por exemplo, eucalipto, ficus, flamboyant, paineira
e seringueira.