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CIDADE Segundo moradores
do bairro Osvaldo Cortela, em Santa Cruz do Rio Pardo, é
comum o transporte ser cancelado por falta de veículo
Moradores do bairro Osvaldo Cortela
estão insatisfeitos com o serviço de transporte
coletivo prestado pela empresa Viação Riopardense.
O bairro é servido pelas linhas urbanas Vila Saul
e Madre Carmem, cujas paradas são alternadas
a cada meia hora. Porém, os usuários reclamam que,
quando um ônibus apresenta defeito mecânico, a empresa
não o substitui.
A assistente administrativa Maria Cristina Salomão Martins
contou que, na última vez em que o ônibus quebrou,
ela e as demais pessoas que aguardavam o transporte tiveram que
esperar até que o veículo do próximo horário
chegasse. Eram mais de dez pessoas esperando. Todos dependiam
do ônibus para chegar ao trabalho e se atrasaram. Eu, por
exemplo, cheguei mais de meia hora atrasada no meu serviço,
relata Maria Cristina, que trabalha numa padaria no centro de
Santa Cruz.
O que causa mais indignação por parte dos moradores
é a falta de explicação por parte da empresa.
Na ocasião, de acordo com Maria Cristina, as pessoas que
esperavam o transporte coletivo se dirigiram até a garagem
da Riopardense para saber o que estava acontecendo. Como
estávamos perto da garagem, fomos até lá
para saber o que estava acontecendo. O ônibus estava quebrado
próximo à garagem e, no escritório da empresa,
não tinha ninguém para explicar nada, lembra.
Segundo ela, os moradores tentaram, durante o dia todo, contato
com a empresa através do telefone, mas ninguém foi
atendido. Só dava ocupado e, quando chamava, ninguém
atendia, relatou.
Maria Cristina salientou que este tipo de problema é freqüente.
Moro em Santa Cruz há 8 anos e sempre tive problemas
com o transporte coletivo. Ela contou ainda que a mudança
de itinerário sem aviso prévio aos usuários
também é freqüentemente praticada. Acho
que uma nova licitação deveria ser feita para substituir
a empresa de transporte coletivo, opina.
A direção da Riopardense foi procurada pelo DEBATE,
mas o responsável pela empresa não foi encontrado.
Quem respondeu pela concessionária foi a secretária
Jucimara de Oliveira. Ela informou que o diretor da empresa
que informou chamar-se Hélio estava fora da cidade.
Porém, ela negou, por conta própria, que os serviços
apresentem os problemas citados pelos moradores. Eles estão
reclamando demais. Não houve nenhum caso em que o ônibus
de um horário deixou de correr. O tempo máximo de
atraso foi 15 minutos, defendeu Jucimara.