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CÂMARA Pedro
Rodrigues Borges (PP) pode seguir sina de Cadamuro
(PP)
Mais
um vereador de Chavantes está com o mandato ameaçado
de extinção. Pedro Rodrigues Borges (PP) só
escapou de perder seu mandato no legislativo porque encontra-se
em licença médica na Câmara. O motivo da denúncia
é o contrato que sua empresa mantém com a municipalidade,
tipo de comércio que já causou a queda de outro
parlamentar do mesmo partido.
Em julho deste ano, José Carlos Cadamuro (PP) teve seu
mandato extinto pelo presidente da Câmara, Luiz Carlos Jacinto
(PFL), justamente porque mantinha contrato com a municipalidade.
Ele é proprietário de um posto de combustíveis
que abastece a frota da prefeitura. A denúncia contra Cadamuro
partiu de seu próprio suplente, Luiz Carlos Razzé
(PP). Cadamuro contestou a extinção na justiça
e conseguiu liminar no Tribunal de Justiça de São
Paulo. Porém, no julgamento do mérito, a juíza
decidiu pela legalidade da extinção do cargo do
vereador.
Na mesma época em que Cadamuro teve seu mandato extinto
pelo presidente do legislativo, Aparecido Zanatta protocolou denúncia
semelhante na Câmara contra Borges que é dono
de um açougue e fornece produtos para a prefeitura. O processo,
entretanto, foi suspenso até o julgamento final de Cadamuro
e voltou a tramitar assim que o ex-vereador perdeu na Justiça
o direito de permanecer na Câmara.
O prazo para que Borges apresentasse sua defesa escrita acabou
no último dia 10. Porém, quando notificado a apresentar
defesa escrita, o parlamentar apresentou um atestado de saude,
expedido pelo médico Antônio Sirso Sampaio. O documento
garante que o parlamentar precisaria se afastar por 15 dias
de 3 a 19 de outubro para tratamento médico.
Na sessão do dia 11 de outubro, um outro atestado médico
de Borges solicitou o afastamento não-remunerado do parlamentar
por 90 dias. O documento foi entregue por um funcionário
da Câmara e protelou a possível extinção
para janeiro do próximo ano.