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Para prefeito, peças do museu estão
"muito bem cuidadas e conservadas"

CULTURA — Contrariando as imagens divulgadas, prefeitura afirma que material do museu está conservado


Material do museu jogado no chãoO acervo histórico do Museu Histórico e Pedagógico de Santa Cruz do Rio Pardo está “muito bem cuidado e conservado” no porão da Secretaria da Cultura. Essa é a informação do prefeito Adilson Donizeti, através da assessoria de imprensa da prefeitura, sobre as peças encontradas por vereadores no subsolo da sede da secretaria na sexta-feira, 11. A prefeitura também informou que, após quase um ano, ainda não concluiu a sindicância que apura o desaparecimento de obras do artista plástico santa-cruzense Acácio Gonçalves.
Na sexta-feira retrasada, quatro vereadores fizeram uma “blitz” na secretaria comandada por Samuel Reis para averiguar as condições de outras obras do pintor. No mesmo dia, eles descobriram a situação precária dos objetos históricos do museu, desativado em 2003. Dentre os objetos estão discos gravados em Santa Cruz, livros e documentos antigos — alguns, inclusive, jogados no chão.
Para o prefeito Adilson Donizeti, entretanto, os vereadores não descobriram nada, porque “não era segredo que o museu se encontra reservado para manutenção de peças, limpeza e conservação”. Mesmo assim, o departamento jurídico da prefeitura deve emitir parecer sobre a abertura de sindicância para apurar “descaso” com as peças históricas.
Ainda de acordo com o prefeito, segundo a assessoria de imprensa, há planos de “reinauguração” do museu no prédio da antiga estação ferroviária até 2008. Os planos, aliás, seriam anteriores à descoberta dos parlamentares. “Tanto é que foi publicado, no Semanário Oficial de 12 de maio de 2007, o processo de compras de janelas e portas. Também há mais de um mês o local foi vistoriado pelo arquiteto Guilherme Michelin”, afirmou, por escrito, a assessoria.
As peças do museu são jogadas de porão em porão desde a desativação, em 2003. O acervo foi primeiramente carregado para o subsolo do Palácio da Cultura Umberto Magnani Netto. Mais tarde, com o aluguel do antigo casarão de Plácido Lorenzetti, as peças foram novamente transportadas.

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