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TRÂNSITO Embora
tenham preferência, pedestres acabam aguardando intervalos
entre os carros para atravessar ruas
Os automóveis de Santa Cruz não
respeitam o principal direito de quem anda a pé pelas ruas:
a faixa de pedestres. Carros param ou estacionam sobre o espaço
reservado para a travessia das vias urbanas. Até pedestres
não costumam usar a faixa de segurança. O dispositivo
assegura um local seguro de travessia nas ruas para os pedestres.
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, o pedestre
deve atravessar as vias de rolamento (ruas ou estradas) preferencialmente
pelas faixas destinadas a este fim, sempre que existirem
numa distância de até cinqüenta metros dele.
Onde não houver a demarcação, a travessia
deve ser feita perpendicularmente à rua e, uma vez iniciada,
os pedestres não deverão aumentar o seu percurso,
demorar-se ou parar sobre ela (rua) sem necessidade. O pedestre
tem prioridade na travessia de ruas e o bloqueio delas por automóveis
pode resultar em multa ao proprietário do veículo.
Em Santa Cruz, entretanto, nem sempre as regras são respeitadas.
Poucos são os automóveis que param antes da faixa
de segurança. Em outros casos, os motoristas param ou estacionam
sobre a faixa de pedestres principalmente em frente às
escolas, no horário de término das aulas. O comandante
do policiamento de Santa Cruz, sargento Luciano Aparecido Severo,
afirma que casos como esse são freqüentes e a Polícia
Militar aplica multas quando as irregularidades são detectadas.
Severo disse que não teria como levantar a quantidade de
autuações do gênero porque a polícia
mantém apenas o número do registro da ocorrência,
que são enviadas ao Ciretran e encaminhadas ao Detran.
Entretanto, não são somente os motoristas que desrespeitam
a faixa. Os próprios pedestres deixam de solicitar a preferência
ou chegam à outra calçada fora do espaço
de segurança. Em alguns pontos, aliás, andam pelas
ruas e até param para conversar fora das calçadas.
As pessoas ficam aguardando os carros passarem para atravessar.
Isso é falta de conscientização dos condutores
e dos pedestres, afirma Severo. Segundo ele, o costume do
santa-cruzense de andar na rua aumenta a incidência de atropelamentos
em Santa Cruz, de janeiro até a primeira quinzena
de maio, a PM atendeu 8 ocorrências do tipo.
Mais grave O instrutor de trânsito e proprietário
da Auto-escola Central, Alessandro Antônio da Silva, recorda
que, em caso de atropelamento de pedestre na faixa de segurança,
há agravamento da multa para o motorista. Segundo ele,
a recomendação aos motoristas é sempre aguardar
que os pedestres atravessem a rua. Porém, ele frisa que
o pedestre precisa se fazer ser visto para evitar
acidentes. É claro que ele tem preferência,
mas não pode surgir do nada em frente ao automóvel,
explica o instrutor de trânsito.
Mesmo tendo a preferência no trânsito, via de regra
os pedestres acabam respeitando os intervalos entre o tráfego
de veículos para a travessia de vias públicas
mesmo em faixas de segurança. Na prática,
percebemos que o pedestre acaba parando na faixa de segurança
porque se acostumaram com isso e não dão tanto valor
a ela, avalia Silva.
Sobre orientação de pedestres, Silva afirma que
é disciplina obrigatória nas escolas, segundo o
Código de Trânsito. Estão começando
na base, mas ainda falta orientação para os mais
velhos, avalia.
A prefeitura de Santa Cruz informou, por meio da assessoria de
imprensa, que a conscientização nas escolas municipais
é feita durante a semana do trânsito, na qual há
atividades que englobam palestras e debates dos alunos da pré-escola
à oitava série.