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Mulher de 65 anos se casa após 38
anos de "namoro" com aposentado

COMPORTAMENTO — Maria Odete Caetano ganhou vestido, maquiagem e até festa de casamento



Maria Odete  Caetano: casamento aos 65 anos, após 38 de namoro
Nunca é tarde para a realização de um sonho. Foi este pensamento que motivou Maria Odete Caetano da Silva, de 65 anos, a se casar de véu e grinalda, com direito até à festa de casamento. A cerimônia que uniu a dona de casa e o aposentado Francisco Silva, de 88 anos, após 38 anos de namoro, foi realizada na noite de sexta-feira, 18, às 20h na igreja Presbiteriana do Parque das Nações.
Ela contou — durante entrevista no salão de beleza Rose Cabeleireira, onde se arrumou para as cerimônias civil e religiosa — que foi casada há muitos anos, mas ficou viúva e, devido à falta de condições e problemas com a certidão de óbito do primeiro marido, a união só pode ser oficializada agora. “Estou muito feliz. É como se estivesse me casando pela primeira vez”, disse Maria Odete.
Ela admite que a felicidade só estará completa após a cerimônia. “Estou muito ansiosa. Só vou ficar sossegada depois do casamento, pois nem me alimento já faz dois dias. Ele é o homem da minha vida. Em quase 40 anos juntos, nunca brigamos”, declarou.
Maria Odete teve 16 filhos, fruto de seu primeiro casamento, dos quais 9 ainda estão vivos. Ela conta que todos apoiaram a união, pois desejam a sua felicidade.
Toda a produção da noiva foi bancada pela cabeleireira Rosângela Fátima Andrade Teixeira, a Rose cabeleireira, devido à falta de condições financeiras do casal para arcar com as despesas. “Até a festa ganhei de presente do pastor”, revela Maria Odete.
Tradição — Há vinte anos a cabeleireira Rose mantém o hábito de vestir e maquiar gratuitamente noivas que não têm condições financeiras.
Ela conta que a primeira vez que fez algo do tipo foi quando uma mulher chegou em seu salão dizendo que sonhava em casar de vestido de noiva, mas que não teria condições. Rose ficou sensibilizada com a situação e comprou um vestido especialmente para a ocasião.
O tempo foi passando e a cabeleireira continuou emprestando o mesmo vestido para outras noivas, até que algumas de suas clientes começaram a doar vestidos. “Hoje tenho 16 deles e empresto a quem necessitar. Me sinto muito realizada podendo ajudar. Nós, que tivemos o privilégio de casar ao nosso gosto, com vestido e igreja enfeitada, não temos noção do quanto isso é importante, mesmo para quem não tem essa possibilidade. Não pretendo parar nunca”, garante Rose.