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OURINHOS Secretaria
de Administração intervém para quitar salário
atrasado de empresa terceirizada
A Secretaria Municipal de Administração
informou na última semana que rompeu o contrato com a empresa
TTR de Manzali e Vieira Ltda. ME, que estava prestando serviço
desde abril no fornecimento de mão de obra à Secretaria
de Serviços Urbanos e Meio Ambiente e à Educação.
A medida drástica foi tomada depois que o vereador Silvonei
Rodrigues, o Esquilo (PSDC), revelou na sessão da Câmara
que a empresa não pagou os funcionários na última
semana. O calote significou, segundo ele, que a empresa
não tem capacidade financeira para prestar serviços
à administração.
Em torno de 86 pessoas foram admitidas para serviços de
auxiliar de serviços gerais. Pelo contrato, a obrigação
da empresa é pagar os funcionários no 5º dia
útil. A empresa alegou que não tinha recebido da
prefeitura, mas, pelo contrato, o pagamento no primeiro mês
só ocorre depois de 30 dias de vigência, e teria
que ser assumido pela empresa.
O prefeito Toshio Misato (PSDB) tem recorrido sistematicamente
à terceirização de serviços para suprir
a falta de pessoal, principalmente em funções de
manutenção e serviços gerais. A Superintendência
de Água e Esgoto (SAE) contratou a construtora RBL, de
Santa Cruz, para repor pessoal para coleta de lixo, garis e leiturista
de hidrômetros.
As empresas são contratadas em pregões eletrônicos,
mas quando elas não conseguem dar conta do contrato, a
prefeitura pode ser acionada judicialmente.
A empresa TTR admitiu que não tinha capital de giro para
manter o contrato. Na última semana, segundo o secretário
interino de Administração Marco Antonio Ribeiro
Margutti, houve acordo amigável para que o contrato fosse
rescindido. Mas a vigência do contrato vai até o
final de junho, quando será convocada a segunda empresa
que disputou o pregão: a Lima Santos, que também
teve retido os pagamentos.
Margutti declarou que os pagamentos atrasados da Lima Santos estavam
sendo acertados na última semana. A prefeitura reteve os
últimos pagamentos porque, próximo do vencimento
do contrato, a fatura só é quitada depois que ela
apresentar à administração o recolhimento
de todos os encargos trabalhistas.
A prefeitura notificou extrajudicialmente a TTR para providenciar
o pagamento, depois da sessão de segunda-feira da Câmara,
quando o vereador levantou a questão no plenário
do legislativo.
Esquilo já havia criticado a contratação
de servidores por meio de terceirização na mesma
semana em que a prefeitura realizou concurso público com
participação de 12 mil candidatos disputando a vagas
em várias setores da administração. O
que me preocupa é quando se contrata uma empresa que não
tem responsabilidade nenhuma. Ao invés de ajudar, prejudica
o município, declarou o vereador.
Para o parlamentar, a contratação de serviço
de terceiros é a forma encontrada para não realizar
concurso público e contratar pessoal efetivo.
O secretário interino de Administração declarou
sexta-feira que a situação foi resolvida. Assim
que a prefeitura notou que a empresa não conseguiu efetuar
a folha de pagamento, notificou-a extrajudicialmente na quarta-feira.
A empresa alegou que só pagaria se recebesse da prefeitrua
antes dos 30 dias previstos no contrato.
Segundo Marguti, como a empresa tem um crédito de R$ 21
mil, foi liberado esse valor para pagamento em dinheiro as funcionários,
sob acompanhamento da prefeitura. Até às 16h de
sexta-feira, havia sido quitado os atrasados. A empresa concordou
com rescisão amigável.