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Preso em Bauru membro do
PCC monitorado pela "Dise"

OURINHOS — Leonardo Frazato de Freitas mandou seqüestrar um rapaz que furtou droga


Leonardo Fraza de Freitas atrás das grades, em BauruA prisão de Leonardo Frazato de Freitas, 28, conhecido pelo apelido de “Topete”, acusado de chefiar o tráfico de drogas para o PCC (Primeiro Comando da Capital) em 97 municípios na área de código telefônico 14, foi possível devido ao monitoramento da Delegacia de Investigações sobre Entorpecente de Ourinhos (Dise), dirigida pelo delegado Reginaldo Ferreira de Campos.
Frazato tem uma condenação de quatro anos de prisão por tráfico mas, devido à falha de comunicação no sistema penitenciário, foi liberado da Penitenciária de Assis em agosto de 2006 porque conseguiu um alvará de soltura relacionado a outro crime. A prisão em Bauru ocorreu na sexta-feira, 11, às 1h45 numa lanchonete na quadra 10 da avenida Castelo Branco. Ele foi preso por uma equipe do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto). Ao ser abordado, apresentou um RG falsificado em nome de Leonardo Teixeira.
A Dise monitorava os passos de Leonardo Teixeira desde fevereiro. Numa conversa por telefone, ele citou que estava em um bar perto da avenida Castelo Branco. A polícia foi acionada e o prendeu em flagrante.
Frazato, depois de sair da penitenciária de Assis, passou por Cambará (PR) em janeiro. Depois, seguiu para Marília e havia chegado a Bauru há um mês, depois que a facção articulou a estadia dele.
Ele é considerado o intermediário da facção entre os que estão presos e o esquema criminoso localizado fora da cadeia. A Polícia de Marília investiga o envolvimento dele na morte do mecânico Ednelson José Rodrigues da Silva. Em Ourinhos, “Topete” ainda é investigado porque teria mandado seqüestrar e torturar um adolescente de 17 anos. A polícia ourinhense conseguiu resgastá-lo com vida de um cativeiro.
O menor foi acusado de furtar 250 gramas de crack que seriam traficados por Freitas.
Ele também é suspeito de ter participado de um homicídio em Santa Cruz do Rio Pardo, segundo investigações levantadas pela Polícia Civil de Marília.
O delegado Reginaldo Freitas de Campos, da Dise de Ourinhos, disse que seria Freitas quem ordenava as punições, após consultar outras lideranças da facção em presídios. “Eles julgavam a pessoa, decidiam se era para matar ou se era para bater. Seria ele quem mandava executar a sentença”, disse.
Em Marília já foram presas nove pessoas acusadas de envolvimento na morte do mecânico Ednelson Rodrigues da Silva. A Polícia Civil de Bauru avaliou a prisão do criminoso como “mérito” das polícias de toda a região. De Bauru, o acusado veio para Ourinhos, prestou depoimento e depois foi levado para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Caiuá, na região de Presidente Venceslau.