Um meio de transporte
saudável
Andar de bicicleta, além
de ser um meio mais rápido de locomoção,
também é bom para o corpo
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William,
Alisson, Luiz Miguel e Rafael (fundo)
usam bicicleta para trabalhar |
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Bicicleta, bike, magrela.
Não importa o nome, a versátil bicicleta é,
além de um veículo de locomoção pessoal,
um meio de ganhar saúde. Para as crianças, serve
como exercício e distração. Para os mais
velhos, pode se tornar até instrumento de trabalho.
O estudante da escola Zilda Comegno Monti, Pedro Silvio Batistucci
Júnior, tem onze anos e diz que aprendeu a andar de bicicleta
aos seis. Ele conta que ia até à escola com a magrela.
Fazia isso sem necessidade, porque é pertinho. É
que eu gosto mesmo de bicicleta, justifica o estudante,
que mora a quatro quadras da Zilda.
Ele chega ao exagero fazer compras para sua mãe num bar
na esquina de sua casa com a bicicleta. Mas Pedro já foi
mais longe. Até ao Chapadão do Suco já
fui com meus amigos, pela estrada do Bairro do Onça, só
para passear, diz.
A paixão pela magrela deve passar assim que Pedro puder
ter uma motocicleta. Gosto muito de moto e tento imitar
com a bicicleta, revela o menino de onze anos.
Mais crescidos, William Douglas Mariano, Alisson César
Alvim Batista, Luiz Miguel Alcaide Correa e Rafael Batista Gozo,
que têm entre 15 e 16 anos, usam a bicicleta para ir trabalhar.
É um instrumento de serviço, fazemos cobrança
com elas, conta Rafael. Mas o que mais fazemos, mesmo
em hora de folga, é andar de bicicleta, afirma Miguel.
Para Miguel, andar de bicicleta, além de um economizar
tempo, também serve como exercício físico.
E professor de educação física Marcelo Giacomini
concorda. Pedalar é melhor que caminhar, porque exercita,
além das pernas, os braços e o corpo todo. Além
disso, é muito mais divertido que fazer exercícios
em uma bicicleta ergonômica, dentro de uma academia,
disse o professor.
Andar de bicicleta é
coisa séria
Apesar de ser um hábito
saudável, pedalar exige atenção dos ciclistas
quando o assunto é trânsito
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Andar de bicicleta é
gostoso e saudável, mas também tem regras e cuidados
que exigem atenção.
O sargento Luciano Aparecido Severo, da Polícia Militar,
avisa que há muitos perigos ao transitar nas ruas com a
bicicleta, principalmente quando se anda na contramão.
Ele conta que o número de bicicletas nas ruas de Santa
Cruz é muito grande e elas competem, muitas vezes, com
os carros pelo espaço.
Como andam na rua junto com os automóveis, os veículos
de tração animal, como uma carroça, ou de
tração humana, que é a bicicleta, devem respeitar
todos os sinais de trânsito. Onde tem a placa Pare
ou a palavra escrita no chão, por exemplo, a bicicleta
também tem que parar, igual aos carros, explica o
sargento.
O policial alerta que o mais importante para evitar acidentes
é o ciclista respeitar a direção do trânsito,
andando de bicicleta no mesmo sentido que os carros.
Ao contrário do que se pode imaginar, um ciclista na contramão
fica fora da visão tanto dos motoristas que trafegam com
seus carros quanto dos que estacionaram e pretendem sair de dentro
do veículo ou retirá-lo da vaga.
A bicicleta fica fora da visão do motorista que está
saindo com o carro.
Ou quando ele vai sair de dentro do veículo e não
vê a bicicleta que vem na contramão, ela pode bater
contra a porta do carro, podendo causar machucados e prejuízos,
explica o sargento.
Segundo ele, não é correto andar de bicicleta nas
calçadas, que são destinadas exclusivamente aos
pedestres, mas existe uma tolerância com relação
a crianças pequenas.
Porém, o sargento Severo acredita que elas deveriam andar
de bicicleta em locais próprios, como algum campo, onde
não há perigo de acidentes graves com outros veículos.
Embora não tenha na cidade locais específicos
para bicicletas na cidade, os pais têm que levar em conta
os perigos de uma criança pedalando sozinha na rua,
adverte Severo.
Por isso, ele orienta os pais que, quando as crianças queiram
passear de bicicleta na rua, precisam da supervisão de
um adulto responsável.