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TJ concede liminar e cargo
de Bibiano ainda se mantém

JUSTIÇA — Advogado da Câmara acha que pode derrubar decisão provisória


Catalano, advogado da Câmara
Demorou, mas saiu. O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu liminar ao prefeito Adilson Donizeti (PSDB), na última quinta-feira, 20, e pelo menos provisoriamente suspendeu a lei que extinguiu o cargo de assessor de Tecnologia, ocupado pelo ex-secretário de administração Wilson Bibiano. O despacho foi do desembargador Roberto Vallim Bellocchi, nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade, e a Câmara já foi notificada por fax no mesmo dia.
O advogado José Eduardo Catalano, assessor jurídico da Câmara, acha que há grandes chances de derrubar a liminar, pois, segundo ele, o prefeito alegou ao Tribunal de Justiça que a iniciativa de extinguir o cargo foi do Legislativo, o que não é verdade. Ele já prepara a defesa preliminar da Câmara, que deverá ser remetida ao TJ nos próximos dias.
A extinção do cargo foi proposta pelo próprio prefeito Adilson Donizeti num dos artigos do projeto que pretendia criar uma nova função na administração: o assessor de gabinete. A prefeitura já dispõe do cargo de chefe de gabinete, hoje ocupado pela vice-prefeita Maura Macieirinha.
Na proposta, o prefeito pedia a criação do novo assessor e, em troca, oferecia a extinção do cargo de assessor de Tecnologia. Os vereadores desconfiaram que a medida tomada pelo prefeito diz respeito a irregularidades praticadas em várias nomeações, pois a função de assessor de tecnologia possui o requisito obrigatório, previsto em lei, de conhecimento específico na área. Praticamente nenhum ocupante do cargo — como o próprio Bibiano e até o advogado avareense Luiz Carlos Dalcim, que foi titular da pasta durante alguns meses — possuía tal atributo.
Na Câmara, porém, o vereador Jorge Araújo fez uma manobra inteligente. Ele pediu destaque na votação, obrigando a discussão dos artigos separadamente, como previsto no Regimento Interno. Colocado em votação, o artigo que extinguia o cargo de assessor de Tecnologia foi aprovado, mas aquele que criava um novo assessor foi rejeitado por unanimidade, inclusive com votos da bancada governista.
Adilson Donizeti vetou o projeto modificado e alguns vereadores da bancada governista — como Leandro Mendonça (PSDB) — se arrependeram e mudaram de opinião. No entanto, o veto do prefeito foi derrubado e o cargo de Wilson Bibiano, extinto.
A única alternativa do prefeito foi levar o caso ao Tribunal de Justiça de São Paulo.