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LEGISLATIVO Regimento
Interno não está agradando vereadores
Apenas alguns meses após ser
amplamente modificado, o Regimento Interno da Câmara de
Vereadores de Santa Cruz do Rio Pardo pode ser alterado já
no início do próximo ano. Há um consenso
geral de que o novo RI não agradou, principalmente quanto
à disciplina de tempo para cada vereador usar a tribuna
durante a discussão de requerimentos ou projetos.
O problema é que a Câmara santa-cruzense adotou uma
norma inédita em toda a região, cuja aplicação
é risível. Funciona assim: quando um vereador vai
à tribuna para discutir um requerimento ou projeto, o próximo
orador precisa ter, necessariamente, opinião contrária.
Ou seja, deve haver alternância entre parlamentares favoráveis
ou contrários em determinada votações.
Na prática, a medida está irritando vereadores.
Primeiro porque impede os parlamentares de discursar para tentar
persuadir o colega a votar de determinada forma, acabando com
os debates na tribuna. Além disso, quando há um
projeto que agrada a todos, não é possível
os vereadores, um a um, elogiarem a medida na tribuna. Se o primeiro
é a favor e os demais também, não há
alternância de opiniões e, portanto, ninguém
mais pode discursar.
O vereador José Basílio Romano (PHS) foi o primeiro
a se colocar contra o novo regimento. Ele explicou que, na discussão
do novo regulamento, defendeu que vários parlamentares
pudessem usar a tribuna, mas foi voto vencido. Estamos engessados,
reclamou.
O experiente Jorge Araújo (DEM) também concorda
que o novo RI possui falhas gritantes. Isto aí é
uma coisa que não deu certo. Precisamos mudá-lo
com urgência, disse na semana passada. Ele até
concorda que o tempo do orador seja reduzido, mas defende que
todos possam utilizar a tribuna durante as discussões.
O presidente da Câmara, Roberto Mariano Marsola (PTB), também
prega mudanças. Ele explicou que, muitas vezes, uma medida
parece eficaz no papel, mas na prática mostra-se inoperante.
Marsola anunciou que vai reunir os vereadores em janeiro para
discutir as alterações com o assessor jurídico
José Eduardo Catalano. O vereador também acha que
a leitura de documentos diversos (ofícios, cartas, comunicados
etc.) toma tempo e prejudica o andamento das sessões legislativas.