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Feijão sobe mais de 100% e já pesa no orçamento

ECONOMIA — Devido ao período de estiagem, disponibilidade de feijão no mercado diminuiu e provocou aumento nos preços do produto para o consumidor


Feijão é item indispensável na mesa de Paulo Pereira, que sente no bolso

Companheiro inseparável do arroz, o feijão está cada vez mais escasso no prato dos brasileiros. Com aumento recente de mais de 100% nos preços, os consumidores estão consumindo menos feijão para não pesar no orçamento familiar.
Para o vigia Paulo Batista Pereira, 53, o aumento está sendo sentido no bolso. A família dele, de cinco pessoas, chega a consumir três pacotes de dois quilos de feijão por mês. O preço do pacote estava na faixa de R$ 5 e agora está chegando próximo dos R$ 13. “Todos adoram feijão em casa, está pesando no orçamento, mas não tem jeito de diminuir o consumo. A molecada não fica sem”, alega o vigia.
Já Antonia Picinin não costuma consumir muito feijão — cerca de um quilo por mês —, mas também sentiu o aumento. “Vou diminuir ainda mais o consumo desse produto na minha casa. Estava pagando cerca de R$ 2 o quilo, mas agora chega perto dos R$ 6. Assim fica difícil”, reclama.
No Supermercado São Sebastião, o empresário Lourival Botelho sentiu um reflexo da alta nas vendas do produto. “Como o preço mais alto, as pessoas estão tentando economizar no feijão e compram menos”, relata.
Botelho explica que os fornecedores procuram o produto no país inteiro para levar até os mercados, mas está mais difícil encontrá-lo por conta da estiagem. “Ficou muito tempo sem chover e isto atrapalhou a produção”, acredita.