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Agricultor é prejudicado por
atraso em prestação de serviço

RURAL — Benedito de Almeida pagou pelos serviços que até agora não foram executados


Revoltado, o agricultor Benedito de Almeida quer o dinheiro pago pela solicitação de volta
O agricultor Benedito de Almeida se diz decepcionado com a atuação da administração em área rural de Santa Cruz. Há dois meses, ele solicitou os trabalhos de um trator da Companhia de Desenvolvimento Santacruzense na estância São João, localizada nas proximidades do Chapadão do Suco, e até agora não teria sido atendido. Após pagar pelos serviços da “Patrulha Agrícola”, os trabalhos não foram executados e o agricultor ainda não plantou o milho.
Sem maquinário agrícola, Almeida pagou, no dia 30 de outubro deste ano, a quantia de R$ 36 para um tratorista gradear sua terra pelo período de três horas de serviço. A taxa é exigida pela Secretaria da Agricultura. Na mesma ocasião, foi pago, no posto Confiança, o valor referente a 51 litros de óleo diesel, a serem usados para abastecer o trator. O abastecimento seria feito no posto Confiança 2. Uma fonte do posto tinha o registro da nota e disse que provavelmente o trator ainda não teria sido abastecido na unidade.
“Fui humilhado. Paguei tudo e não foram fazer o serviço”, lamentou Benedito. O produtor disse que o serviço corresponde à área de apenas três quartos da propriedade e ele agora quer a devolução do dinheiro. “Ninguém aparece para me responder. Estou com a requisição que pediram para fazer o serviço. Não tem jeito de plantar mais nada, já passou do tempo. Quero só o meu dinheiro e rever o prejuízo que tive”, indignou-se. Ele pretende chamar um tratorista particular. A propriedade fica a três quilômetros de Santa Cruz.

Outro lado — O tratorista João César de Oliveira explicou que Benedito de Almeida tem uma área de pastagem e não informou à Secretaria de Agricultura sobre a retirada de gado da propriedade. “Ele ficou de avisar quando retirasse o gado, mas não fez isso”, explica.
De acordo com o tratorista, existe grande demanda para a realização de trabalhos rurais no município, mas faltou o retorno do proprietário para a execução da benfeitoria. Ainda segundo Oliveira, Almeida não perdeu a oportunidade de plantar o milho. “O plantio vai até março”, disse.
Sobre a demora, o tratorista explicou que geralmente a realização dos serviços de Patrulha Agrícola ocorre dentro de uma semana ou dez dias. Ele ainda afirmou que o dinheiro pago pelo agricultor pode ser devolvido. “A prefeitura faz um documento e devolve o dinheiro a ele. Mas o serviço ainda pode ser feito”, explicou.