Prefeitura alega que Sodrélia
não quis esgoto
SANEAMENTO Distrito
já teve a possibilidade de começar obras em 2001;
projeto tem custo estimado em R$ 300 milhões e consta em
Plano Plurianual da Sabesp
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Moradores
do distrito de Sodrélia sofrem com falta de rede de esgoto |
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A chegada da rede de esgoto
ainda é uma realidade distante para os moradores do distrito
de Sodrélia, pertencente à Santa Cruz do Rio Pardo.
Porém, se houver esforço da administração
e apoio da população, as obras podem ser adiantadas.
Segundo a Sabesp, o início das obras de saneamento no local
está previsto para 2011. O custo estimado é alto,
de R$ 300 milhões. A prefeitura informou que um plebiscito
promovido no governo anterior, quando Adilson Donizeti (PSDB)
era vice-prefeito de Clóvis Guimarães e coordenava
o projeto do orçamento participativo, indicou que a população
de Sodrélia não quis a instalação
da rede de esgoto.
De acordo com informações da Sabesp (Companhia de
Saneamento Básico do Estado de São Paulo), no final
dos anos 90, o distrito já tinha a possibilidade de implantar
o serviço, mas a adesão insuficiente da população
impediu o início das obras. A aprovação ocorre
quando o índice de aceitação for superior
a 50% do total de moradores.
O Plano Plurianual de investimentos da Sabesp contém a
previsão de início de obras de esgoto em Sodrélia
para 2011. Entretanto, a implantação depende do
interesse da população, que recebe o serviço
gratuitamente.
O gerente de setor da Sabesp de Santa Cruz do Rio Pardo e região,
Sérgio Buscarini, disse que, apesar da previsão,
há algumas dificuldades na implantação da
rede de esgoto no distrito. É preciso fazer o tratamento
do despejo final antes de levá-lo ao rio Pardo. Isso encarece
o custo da obra porque seria necessário levar a rede a
mais de 10 quilômetros até o rio Pardo, afirma.
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Sérgio
Buscarini, gerente de setor |
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Histórico Buscarini lembrou que já
ocorreram tentativas de resolver a questão do saneamento
em Sodrélia. Na gestão de Clóvis Guimarães
foi feito um estudo para construção de fossa coletiva
no distrito, a um custo de R$ 123 mil. Hoje, porém, a Cetesb
não aprova mais esse tipo de obra. A segunda possibilidade
era construir a fossa-filtro, inviável por causa do terreno
ser arenoso. A última opção, atualmente em
discussão, é a lagoa de tratamento, com a instalação
de tubulação coletada até o rio Pardo. O
projeto pode ser antecipado, caso ocorra apoio da administração.
Se houver apoio político e até realização
de abaixo-assinado, a obra pode até ser antecipada,
explica o gerente.
No distrito de Caporanga, o custo de implantação
da rede de esgoto também é de R$ 300 milhões.
Uma votação deve ocorrer um ano antes da previsão
de início das obras nos distritos.
Para o vereador Rui Reis, a prefeitura não tem se preocupado
com a população, principalmente os residentes em
áreas distantes do centro da cidade. Não vemos
atitudes sérias, disse. O saneamento é
fundamental para se gastar menos nos hospitais e com remédio.
É uma vergonha estarmos no século XXI e ainda não
termos rede de esgoto nesse distrito. A Sabesp ganha muito e deveria
fazer as obras mesmo com baixa adesão, criticou o
vereador.
A assessoria de imprensa da prefeitura informou que havia verba
para a instalação da rede de esgoto no distrito,
na década de 90. Entretanto, com o resultado do plebiscito
a maioria da população não aderiu
não houve autorização da Sabesp. Ainda
de acordo com a assessoria, a prefeitura pode negociar a renovação
de contrato como forma de antecipação das obras
no distrito.