| Cartas |
|
As cartas para a
coluna deverão conter nome completo e endereço.
Em Ourinhos: |
A simples leitura deste prestigioso
jornal já nos dá uma visão terrível
e até agora irreversível do destino de nossa juventude,
especialmente da juventude de Santa Cruz do Rio Pardo. Não
falo da juventude que freqüenta os nossos melhores clubes,
as melhores escolas que, embora não menos suscetíveis
às tentações que a assolam, contam, pelo
menos em tese, com a possibilidade de tratamento e possuem a salvaguarda
de viverem em lares pelo menos economicamente sólidos.
Falo da juventude sem esperança, dos bairros mais pobres.
Basta uma passagem pelo noticiário para nos deparamos,
semanalmente, com a prisão de menores envolvidos no tráfico
de drogas, com armas, participantes de roubos etc. Quase todo
dia, quem se der ao trabalho de passar em frente ao fórum,
verá grupo de menores aguardando a chegada de um amigo
que, preso em algum lugar, é trazido para participar de
uma audiência. São verdadeiros tietes desse menor,
como se fosse ele um famoso televisivo ou futebolístico
e se acercam das viaturas, dando a ele um apoio que representa
o que é mais grave: um sim às suas atitudes
e um não ao aparelho repressor. Certamente,
para eles, ele é o exemplo a ser seguido. Pergunta-se,
então, por quê?
A resposta está no total abandono a que está juventude
foi submetida. À margem do processo educacional
quase cem por cento deles abandonaram a escola. À margem
do mercado de trabalho, vítima de preconceitos inúmeros
que começam pela cor e acabam na situação
de extrema pobreza que os faz sectários, tais quais os
leprosos bíblicos. À margem de uma assistência
familiar, já que a sua família quase sempre está
desfacelada, ou completamente absorta na tentativa inútil
de sobreviver. Não existe qualquer política social
que os beneficie. As igrejas e aqui englobo todas elas,
qualquer que seja o seu credo , parecem fingir que não
sabem o que está acontecendo e se omitem. Quantos destes
jovens presos foram alunos de catequese? E quantos entre os seus
amigos o foram? A assistência social municipal, ao que parece,
não possui qualquer programa que tenha como objetivo a
inclusão destes jovens na sociedade e se tem, é
óbvio que este plano não está dando certo.
A única coisa que funciona, ao que parece, é o aparelho
repressor que, não se pode negar, cumpre a sua parte, embora
com excessos inexplicáveis.
Há duas semanas um menor foi morto e dois feridos. Um dos
feridos, pasmem, aos catorze anos, vai ser pai. Não vimos
nenhuma palavra a respeito. Tudo se passou como se um adolescente
morto com um tiro na cabeça fosse a coisa mais natural
do mundo. Não se trata de culpar o policial, este mesmo
vítima de uma situação de extrema violência
que faz com que o agir esteja completamente desvinculado do que
é ético.
Trata-se de analisar, de questionar, de se discutir o que fazer
para que tais coisas não aconteçam. É preciso
que todos os setores da sociedade se unam para que se estabeleça
uma política de apoio a essa juventude carente (Estado,
igrejas, OAB que tal um OAB vai a Divinéia?
Já me proponho a ir! , polícia).
Estes jovens não são animais, são seres humanos.
Como dizia um certo Saint-Exupery, toda criança quando
nasce é um Mozart em potencial. Vamos fazer qualquer coisa
por estes jovens. Devemos ocupar o lugar que hoje é dos
traficantes, que na ânsia de lucro distribuem fartamente
a droga para esta juventude carente. Se não podemos salvar
os menores que hoje já se encontram perdidos, podemos impedir
que os que vierem a nascer tenham o mesmo futuro negro.
Chega de olhar a Divinéia como se fosse uma favela
da rocinha interiorana, mas, sim, uma prova viva das desigualdades,
do abandono e da nossa incapacidade de resolver os nossos problemas
sociais.
Não é hora de se escolher culpados. Somos todos
culpados, sem exceção, porque nos omitimos e só
tomamos conhecimento da grandeza do problema quando este nos atinge.
Mas aí é tarde demais.
Ricardo Domingues
Seabra Malta (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
Desapropriação
Sobre a reportagem de desapropriação de terra para
estrada vicinal (DEBATE, 16/12/07), quero informar a esse senhor
que deu a entrevista que são doze pequenos proprietários
que produzem café, arroz, amendoim, eucalipto, legumes
em várias estufas, compra, venda e engorda de gado etc.
Algumas famílias são pobres e doaram suas terras
para o município a fim de construir a estrada, sem exigir
nenhuma indenização. E não são só
2 quilômetros e, sim, de 2 a 7 quilômetros para fazer
o retorno. Nós não queremos nada de graça,
pois doamos nossas terras à prefeitura para uso comum.
E se ele não precisa de esmola, nós também
não. Por isso, não cobramos nada pelas nossas terras,
simplesmente doamos ao município, com muito prazer, para
benefício de todos os moradores e bons vizinhos que são
e como todos deveriam ser, colaborando uns com outros para
o bem de todos.
Esse cidadão não levou em conta que muitas crianças
cruzam a pista, pulando a mureta da rodovia Eng. João Batista
Cabral Renó (SP-225), nesta localidade, para pegar o ônibus
escolar do outro lado da pista, correndo sério risco de
atropelamento e morte, tudo por fala desta estrada vicinal, a
qual solicitamos às autoridades constituídas e à
justiça para que tomem as medidas necessárias e
justas.
João Siraque (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
Esse alguém
sou eu
Querida Luysi Tosato Rocha:
Antes de mais nada quero justificar-me por usar este tratamento
intimista, mas é que, além de minha compatriota,
você é também minha conterrânea. Mas
de qualquer modo devo dizer que você está absolutamente
correta na sua colocação. É bem provável
que encontremos milhares de pessoas, e não apenas você,
que discordem da minha opinião sobre os americanos. Como
você educadamente deixou claro que não duvidava da
minha história de vida, apenas gostaria que todos soubessem
que isto não é uma constante, pois a sua opinião
é totalmente oposta. Me dei conta de que eu havia cometido
um erro grave. Eu não tinha feito duas ressalvas. Primeiramente,
deixar patente que a opinião era totalmente particular,
embasada nas experiências de relacionamento humano que eu
havia tido durante os quase cinco anos em que lá vivi.
Em segundo lugar, como após seis meses o meu visto de permanência
havia expirado, e locomover-me pelo país passou a ser uma
temeridade, nunca deixei Massachussetts, o estado nordestino onde
eu cheguei.
Assim, a minha opinião sobre o povo americano diz respeito
especificamente à região que eu conheci, e que eu
reputaria como uma das mais puritanas e tradicionalistas dos Estados
Unidos. Tenho amigos que viveram na Flórida e que confessaram
acreditar que a presença gigantesca de latinos nos estados
do sul deve ter causado a modificação da cultura
com o passar do tempo, tornando-os mais tolerantes.
Acredito, Luysi, que a diferença entre nossas opiniões
é a mesma que teriam, por exemplo, dois turistas dinamarqueses
que houvessem permanecido no Brasil por alguns anos, mas um deles
vivendo em Gramado no Rio Grande do Sul, e o outro em Olinda no
Pernambuco. São dois Brasis, indiscutivelmente.
Vou enumerar agora umas poucas curiosidades sobre Massachussetts:
É proibido passar fumando em uma calçada
defronte uma escola, mas do lado de fora! Há placas por
todo lado ao redor dos edifícios, avisando o valor da multa
a ser paga se a polícia flagrar alguém atrevendo-se
a dar mau exemplo.
Faz bem pouco tempo que se permite a um artista montar
um ateliê de tatuagem no estado. Obviamente que anteriormente
os jovens iam de qualquer maneira tatuarem-se nos estados vizinhos.
Eu acompanhei pelos noticiários como eles espernearam
para concordar com os casamentos legais de gays num país
que prima pelos direitos, liberdade e a democracia. E o que os
gays mais queriam era uma forma de oficializar a relação
para efeitos legais, como compra de imóvel, acertos de
herança etc.
As cenas que se vê nos filmes americanos, com prostitutas
abordando carros à noite, trajando mini-saias e botas,
não existe por lá. Prostituição dá
cana braba para quem pratica ou usufrui.
A menos que você seja efetivamente morador de outro
estado, e comprove o fato, não aceitam como válida
uma carteira de motorista expedida em qualquer cidade americana
fora de Massachussetts. Exatamente para coibir a possibilidade
de tirarmos a licença em um estado mais tolerante com estrangeiros.
Acompanhei pela TV o sururu que virou o caso de uma mãe
latina que, inocentemente, sentou-se numa cadeira dentro de uma
loja e deu o seio para alimentar o filho. Não deu outra:
foi convidada a guardar o seio ou sumir do mapa, pois e empresa
entendeu que a sua atitude envergonhava e constrangia os demais.
Você já viu cena mais enternecedora do que uma mãe
amamentando? E como o fato virou notícia, começaram
a pesquisar a opinião das pessoas a respeito. Eu não
podia crer no número de falsos moralistas que tomavam o
partido da loja. Malditos hipócritas! Acham perfeitamente
aceitável os casais de gays caminharem de mãos dadas
e beijarem-se diante de crianças ou avós horrorizados,
ou de quem quer que seja na Newbury Street que é a Rua
Augusta de Boston com lojas de griff tipo Georgio Armani,
ou nas avenidas de South End (onde vivem os gays filhos das famílias
ricas) e ficaram Oh! Escandalizados! com a mãe
mexicana amamentando um nenê! Será que alguém
poderia ficar excitado demais com a cena, e querer avançar
sobre ela e tomar o lugar da criança?
Mas por uma benção de Deus a mídia imparcial
caiu de pau sobre a empresa e tiveram que enfiar a viola no saco,
pedir desculpas e indenizar a louca que não quis deixar
o bebê faminto. Eles, sim, haviam insultado e constrangido
a mãe!
Não quero estender-me mais. O país de qualquer modo
me acolheu e sua riqueza econômica serviu muito bem para
auxiliar-me na minha luta para estudar os meus filhos. E antes
que alguém pergunte se não estava bom por
que ficou por lá?, aí vai a resposta sincera:
Eu não tinha escolha; tinha de ficar, mas isto não
me obriga a gostar do que vi e senti, e nem de concordar com eles!
Fica aqui o meu pedido de desculpas por haver generalizado. A
minha opinião não pretendeu ser abrangente. Diz
respeito somente ao povo americano da região que eu conheci
e evidentemente ela não pode valer para todo um pais. Com
certeza deve haver gente hospitaleira numa nação
tão grande.
Mas meu nome é Guilherme Zacura Filho e não sou
homem de cuspir e depois lamber! Os americanos da região
onde eu vivi por quase cinco anos, eu considero e posso jurar
que são xenófobos, arrogantes, pretenciosos, insensíveis
e hipócritas. Peço a Deus que eu nunca mais tenha
de voltar a depender de gente daquele tipo.
Guilherme Zacura Filho
(Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
Clarínia
Através da presente, gostaria de agradecer ao DEBATE e,
em especial, ao repórter Carlos Henrique Demarchi pela
publicação constante na edição 1387,
de 2 de novembro de 2007, sobre o ex-distrito de Clarínia.
Na citada reportagem, consta um longo depoimento (fielmente transcrito
por Demarchi) de minha mãe Josefa Luiz Consalter, que faleceu
dias depois (02/12/2007), sobre a vida no lugarejo.
Tudo isso foi e será sempre muito importante para mim,
pois são fatos que guardarei na memória e no coração.
Sônia Maria Consalter Vieira (Santa Cruz do Rio
Pardo-SP)
Homenagem
À diretora,
professoras e funcionárias da Casa da Vovó:
Lembro-me como se fosse hoje, quando o pediatra e amigo Zé
Luiz nos aconselhou que colocássemos a nossa filhinha Maria
Eduarda (tão pequenina, pouco mais de um ano) na escola,
e nos deu uma de suas folhinhas. Em uma delas, dizia
que os pais deveriam escolher uma escola que educasse os seus
filhos para a vida.
Com essa informação e com o instinto que só
as mães têm, fui com minha filha à Casa da
Vovó. De lá para cá, já se passaram
cinco anos! E que anos felizes! Em função desta
felicidade e com muita emoção é que escrevo
essas mal traçadas linhas em agradecimento à toda
equipe da Casa da Vovó, a todos que, direta ou indiretamente,
estiveram presentes em nossas vidas, principalmente na da Maria
Eduarda.
Agradeço a vocês todas as vezes que ela chegou manchada
de tinta, toda suja (imunda) de areia, exausta de tanto brincar,
e principalmente todas as vezes em que ela saía de casa
feliz para ir à escola e voltava mais feliz (e falante)
e isso ocorreu quase todos os dias, mostrando a todos a
alegria e felicidade de ser criança.
Isso é muito importante, principalmente nos dias de hoje,
onde a maioria das crianças só tem interesse por
computador ou videogame. Vocês resgataram brincadeiras,
valorizaram nosso folclore e estimularam as crianças a
gostarem de arte, nas suas mais variadas formas, tudo de forma
lúcida e prazerosa, sempre respeitando a individualidade,
a personalidade e a capacidade de cada uma delas. Sendo assim,
só resta agradecer, em meu nome, em nome do Delsinho e
principalmente em nome da Maria Eduarda, por todos esses momentos
ricos e felizes.
Obrigada por tudo. Que Deus continue abençoando a todas,
pois vocês são abençoadas. Que nesse e em
todos natais que virão, Cristo renasça em seus corações,
pois vocês são o coração da Casa
da Vovó.
Patrícia Picinin Cassita (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
Peregrinos do mundo
Por qualquer parte onde andarmos
A nossa vida será eterno caminhar
Dos lugares por onde passarmos
Refletiremos o nosso jeito de amar
E assim, como peregrinos do mundo,
Devemos nos pôr a caminho,
Onde quer que ele nos leve.
Unidos em Cristo na fraternidade,
Graça de Deus à humanidade,
Lembrando que o amor do Pai,
Alicerça a nossa união...
Semeia a paz, em teu coração.
Daremos as mãos,
Em perfeita união.
Caminhos nos levam
Ao longo da vida
Mergulhos nos sonhos,
Alcançando ideais
Refletem os planos,
Ganhando o real,
O mundo nos chama...
Lutando enfim, por dias melhores,
Indo sempre buscar,
Mundo a fora, o irmão.
A partilha fraterna... a libertação!
Oldack Roder (São Pedro do Turvo-SP)
Mensagem de paz
Mais um natal se aproxima, uma linda noite em que as famílias
se reúnem para um gesto de reflexão, e se cumprimentam
aos desejos de um venturoso ano novo. Todos se sentam à
mesa deliciando a farta alimentação que ali se espalha,
e naquela euforia invade madrugada adentro.
A alegria contagia cada um em especial, todos se esfuziam cada
qual a seu modo, e mais radiantes se tornam no momento em que
é anunciada a troca de presentes, ao lado de uma linda
árvore de Natal. Sorrisos se abrem e mútuos agradecimentos
se envolvem num clima de amor fraterno. Como é gostoso
sentir a sensação de sermos lembrados por alguém...
Assim caminha a humanidade de uns tempos para cá, com essa
ambição de ser lembrada por seus semelhantes a cada
dia. Na maioria das vezes, porém, nota-se o egoísmo
que existe no ser humano, de oferecer algo em troca de um simples
abraço ou aperto de mão, apenas para merecer uma
atenção mais afetiva do seu próximo. A esse
ato chamamos falsidade. Em suma, podemos encarar o Natal de hoje
como uma atitude comercial, onde trocamos uma atenção
por algum presentinho qualquer, até mesmo por uma rodada
de bebidas em volta de uma mesa de bar, ou numa reunião
em nossas casas. Trocamos presentes, oferecemos uma farta ceia
aos convidados, e todos se agradecem. Mas falta um alguém
muito especial em nosso meio que é o principal merecedor
dessas atenções, e mais que tudo merece um muito
obrigado por estarmos nessa conduta de festividades. Esse
alguém é um homem chamado JESUS, que em muitos lares
deixa de ser convidado, principalmente no dia em que se comemora
seu nascimento.
Neste natal, deixe que a luz e o brilho das estrelas te iluminem
e façam com que todos os teus desejos se tornem realidade,
e jamais deixe de agradecer ao Senhor as bênçãos
que são derramadas dentro de você. Abra teu coração
e acorde para a vida, e quando as mãos se unirem para desejar
boas festas, que todos os corações se encontrem
para uma total confraternização. Que Deus, em sua
infinita bondade, nos abençoe e nos dê a paz eterna.
A todos quantos esta mensagem chegar, meus sinceros votos de um
feliz Natal e que para o novo ano possamos novamente nos encontrar
na glória do amor.
Paulo José Patrocínio (Santa Cruz do Rio
Pardo-SP)
Roubo no Masp
As primeiras investigações já levaram a detectar
uma série de contradições no furto das telas
do Portinari e do Picasso do Masp. Consta que desde o mês
de outubro passado houve, pelo menos, duas tentativas de invasão
do museu. Causa estranheza supor que os três seguranças,
pelo menos um hora antes do final do turno de trabalho, já
se reuniam em local destinado à troca das equipes
há evidências de terem abandonado seus postos de
observação e vigilância.
Agora, dizer que os ladrões levaram apenas três minutos
para invadir o prédio do Masp e subtrair os quadros, não
nos convecem. Basta imaginar instalação do
macaco hidráulico, de forma a permitir o amolgamento do
portão; depois arrombamento da porta, com quebra de vidro
e, por último, percorrer considerável espaço
para alcançar, em dois ambientes, as telas furtadas e depois
fugir para concluir que o tempo gasto foi bem maior. Dúvida
que pode ser desfeita através de simpoles reconstituição
inclusive para estabelecer se a quebra de vidros, efetivamente,
não poderia ser ouvida pelos vigias.
Vamos aguardar o caminhar das investigações
desde que não se ouça os trinta seguranças
com a formalidade e lentidão anunciadas e se evite transferir
as investigações para outros setores , que
deverão ser realizadas com a celeridade que o caso requer.
Noel Gonçalves Cerqueira (Guarujá-SP)
Genérico:
um engodo
É inacreditável o que está acontecendo no
mercado de medicamentos. A instituição dos medicamentos
genéricos foi um projeto que visava ajudar
pessoas e famílias na aquisição de um remédio
constituído do produto que é a fonte (geratriz)
e princípio ativo para o combate das enfermidades, qualquer
que seja o gênero.
Sim, qualquer que seja o gênero, por esta razão talvez
é que tem a designação de genérico,
suponho! Para qualquer doença, existem os remédios
fabricados pelos laboratórios, seja nacional ou estrangeiros.
O governo deu a concessão e permissão que fossem
fabricados e instituídos os genéricos, usando o
princípio ativo que todos os laboratórios usam para
fabricação de medicamentos para finalidades, ou
seja; todas as enfermidades.
Suponho tenha sido com boas intenções o governo
baratear e ajudar as classes menos abastadas na aquisição
dos medicamentos. Existem casos especiais em que o princípio
ativo é propriedade inviolável de quem os produziu
e, neste caso, os fabricantes não concedem autorização
a quem quer que seja; inclusive aos pobres constituídos.
São os laboratórios e os governos com envolvimento
do dinheiro público. Possuem um poder de cura comprovado
contra as graves enfermidades e o resultante desse comércio
é gerido pelos poderes dominantes, que tudo podem, e é
a fonte gerante de receitas incomensuráveis.
O remédio popular e mais acessíveis à população
tinha um valor que gerava lucratividade aos fabricantes
e o governo sabia disso, lógico! Então, houve um
projeto milagroso no início da sua implementação
(genérico) e o governo talvez tenha tido a intenção
de obter parte substancial para ajudar a população,
ou ...fazer frente à concorrência e permitir a venda
a preços bastante convenientes ao povão.
O desconto de princípio era subsidiado por empresas ou
grupos cooptados pelo governo? Não sabemos... Mas foi bom
enquanto existiu.
E agora gente, talvez nessa fome desenfreada de obter receitas
às custas do sacrifício a qualquer preço,
o que está acontecendo??? Ai, que susto! Devido ao pequeno
valor dos meus proventos de aposentado, pesquisando consegui adquirir
um medicamento na farmácia popular, que me ajuda, lógico,
e ajuda tantas e tantas famílias brasileiras no combate
a uma doença endêmica que afeta toda a maioria da
população, o colesterol. O medicamento que me foi
receitado e é receitado a todas as pessoas que sofrem
dessa enfermidade incomodante , normalmente é a sinvastatina.
Eis a pesquisa: farmácia popular: unitário por comprimido
- R$ 0,333, drogarias 1º exemplo genérico - R$ 1,543,
2º exemplo genérico - R$ 1,463, fabricado pelo laboratório
X - R$ 0,476. Poderia até para exemplificar o fato enunciar
o laboratório, mas não o faço por uma questão
de ética. Bula bastante ilustrativa, toda especificidade
do seu alcance como produto de boa origem e contra-indicações,
não é possível que exista tamanha discrepância
de preços numa frontal atitude desrespeitosa à lei
que ordena toda sistemática para que o povo não
seja espezinhado e relegado ao sacrifício, em detrimento
dos direitos de cidadania assegurados na Constituição
Federal.
Alguém tem que verificar a veracidade dos fatos e, em respeito
ao cidadão brasileiro, fazer alguma coisa. Pelo amor de
Deus, chega!
Antonio Horta (Ourinhos-SP)
Noite Feliz
Antes do banquete,
a oração
mera formalidade
ancestral
O cheiro da carne assada
como no tempo das cavernas
Perpétua o futuro da espécie
O peru, ali está, cumprindo seu papel
bem contrariado, creio eu.
Neste Natal, quando a alegria de viver
é sempre conclamada
A morte do peru é apenas um detalhe
para o sucesso do banquete
Quando todos brindam
os dias felizes que virão
E Schubert afirma que a noite é feliz
O peru, coitado, ainda quer correr.
Em pânico, vê-se esquartejado
e devorado sem nenhum pudor.
Quando emite o último grito de horror
abrem outra champanhe e todos cantam
em nome do amor
a alegria de viver.
Cícero
de Pais (Ourinhos-SP)
Fim da CPMF
Fica muito fácil ser ministro da fazenda contando com uma
receita fabulosa como a CPMF sem suas mãos.
O cara tem que mostrar competência é quando fica
sem a mamata. Tem que mostrar talento e coragem para buscar outros
caminhos, do tipo enxugar gastos absurdos com salário de
parlamentar e judiciário. Aí sim, o ministro mostra
sabedoria e disposição para recompor seu orçamento.
Agora, correr para anunciar um novo imposto nas costas do povo
talvez com o retorno da própria contribuição
fica muito cômodo; é sinal de desespero e
incompetência.
Habib Saguiah Neto (Marataízes-ES)