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Ponte pênsil será restaurada

CHAVANTES — Principal marco histórico será recuperado pela CBA


A ponte atualmente está interditada depois da inauguração de uma nova, de concreto, na divisa com o Paraná
A restauração do maior patrimônio histórico da região, a ponte pênsil Alves de Lima, na divisa de São Paulo com o Paraná, no rio Paranapanema, teve início na segunda-feira, 17. O grupo CBA (Companhia Brasileira do Alumínio), do empresário Antonio Ermírio, vai investir cerca de R$ 2 milhões para devolvê-la com as mesmas características de como foi construída. O dinheiro será por intermédio de leis de incentivos fiscais.
A ponte é toda de madeira, mas desde a interdição, depois que a CBA construiu uma nova ponte de concreto para ligar Chavantes a Ribeirão Claro-PR, estava no completo abandono. Uma parte foi queimada e arrancada por ato de vandalismo.
Situada na divisa dos Estados de São Paulo e Paraná, a ponte foi construída em 1920. Se não atrasar o cronograma de obra, deverá ser reinaugurada no ano que vem.
A ponte restaurada será utilizada só para travessia de pedestres. No local haverá área de lazer na margem do rio, também construída pela CBA, segundo informou o gerente de Meio Ambiente, Luís Alexandre Campos.
Para que a ponte seja restaurada com fidelidade foi feito mapeamento minucioso de toda a sua estrutura, além de uma ampla avaliação do material que pode ser reaproveitado da ponte original, diz Campos. Segundo ele, a Ponte Pênsil Alves de Lima ficará com a mesma aparência da época de sua inauguração. Um dos principais articuladores para a reforma da ponte foi o ex-secretário de Planejamento Valter Severino, irmão do prefeito Luiz Severino, que procurou até o ministro da Cultura, Gilberto Gil. Valter deixou o governo devido a uma lei que proíbe contratação de parentes.
A ponte foi construída pelo engenheiro Celso Valle para facilitar o transporte do café. Durante a Revolução Tenentista de 1924, os manifestantes a danificaram. A recuperação foi feita em 1925, no governo de Antônio Alves de Lima.
Com o agravamento da situação política e a Revolução de 1930, as forças favoráveis ao governo de Getúlio Vargas dinamitaram as torres da ponte pênsil, destruindo totalmente o trecho entre os dois apoios da ponte. Somente em 1934, depois da revolução, a Diretoria de Obras Públicas decidiu aproveitar a parte não destruída, projetando uma nova ponte pênsil. Em 1985, no governo de Franco Montoro, a obra foi tombada no âmbito estadual pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Artístico do Estado de São Paulo (Condephaat) e em 2000, pelo Conselho Estadual do Patrimônio Histórico do Paraná.