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Onze agências foram multadas devido à fila

OURINHOS — Número é considerado baixo devido ao problema de atendimento nos caixas de banco


A gerente substituta do Procon de Ourinhos, Simoni Kelly
Desde a vigência em março do ano passado da lei municipal nº 465, que fixa prazo para início de atendimento de clientes nos caixas das agências bancárias, a Secretaria de Planejamento de Ourinhos aplicou 11 multas até a última semana. Três já foram lançadas e o restante está sendo discutida na esfera administrativa.
A prefeitura de Ourinhos aprovou em dezembro de 2005 uma lei que estabelece o prazo de 15 minutos para os clientes serem atendidos nos caixas em dias normais, e de 30 minutos em dias de véspera e após feriados prolongados.
A lei, de autoria do vereador Flavio Ambrozim (PMDB), teve orientação do Ministério Público depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou constitucional a obrigatoriedade instituída em uma cidade de Santa Catarina. O munícipe que se sentir prejudicado deve informar o Procon, levando a cópia da senha onde consta que o horário de 15 minutos não foi respeitado. O funcionário de banco deve fazer a autenticação mecânica e dar um visto, quando solicitado pelo cliente, se o limite for desrespeitado.
O estabelecimento com maior índice de reclamação (14) é o Santander, mas na lista há o Banco do Brasil e o Bradesco, entre outros. A lei não é extensiva às casas lotéricas que prestam o mesmo serviço bancário e têm longas filas.
A gerente substituta do Procon de Ourinhos, Simoni Kelly Batistetti, recebeu 22 reclamações contra filas em bancos. Desse total, houve 11 multas. Segundo ela, o número é pequeno porque a população desiste de reclamar depois de ficar horas nas filas. No dia-a-dia, o mais comum é ficar mais de meia hora nas filas dos bancos.

Multa pesada — O fornecimento da senha é obrigatório e sem o comprovante não há como a prefeitura multar os bancos. “Não sei se é por comodismo, mas as pessoas precisam exercer a cidadania. Quando ficarem além do prazo estabelecido na fila de banco, devem formalizar a reclamação”, orientou Simoni.
Ela admite que, em alguns estabelecimentos, ocorre de o funcionário se negar a dar o visto na senha, quando o horário ultrapassa os 15 minutos. Kelly disse que, nesse caso, o munícipe deve chamar o gerente e, se necessário, pedir a presença da polícia para que a lei seja cumprida. No Procon de Ourinhos na lista de reclamações consta caso de cliente que ficou 1h23 a 19 minutos na fila. A maior parte é de uma hora. A multa é alta, de acordo com o gerente de Ação Fiscal, José Luiz Pinha Forte. Na primeira vez, o banco é advertido, depois multado em 300 Ufesp (R$ 4.269) e na reincidência 500 Ufesp (R$ 7.115). Pinha confirmou ter aplicado várias multas de 500 Ufesp. Segundo ele, os bancos têm colocado o quadro com o teor da lei e a maioria fornece senha. A exceção é Caixa Econômica Federal (CEF).