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Para desembargadora do TJ, "conciliação" é nova tendência

EDUCAÇÃO — Faculdade Oapec, de S. Cruz, promoveu a “Semana Jurídica”


Cristina Zucchi, durante palestra
No encerramento da “Semana Jurídica” da faculdade de Direito Oapec, de Santa Cruz do Rio Pardo, a desembargadora Maria Cristina Zucchi, do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferiu palestra sobre “mediação, conciliação e o papel do advogado”. O evento foi realizado no auditório da faculdade na noite de sexta-feira, 1º. A “Semana Jurídica” começou na quarta-feira, 30, e teve vários palestrantes, como Olheano Scucuglia, André Mendonça Luz, José Eduardo Vuolo, Jessé Prado Lyra, Homero Vicente Ferreira e André Leonardo Copetti. A faculdade de Direito está no terceiro ano de funcionamento.
Segundo a desembargadora Maria Cristina Zucchi, já existe uma tendência no Poder Judiciário de estimular a conciliação como forma de resolver inúmeros conflitos, antes ou mesmo durante a instrução processual. No final do ano passado, por exemplo, a corte paulista promoveu um mutirão para tentar solucionar processos de empresas que normalmente têm milhares de ação na Justiça, como Sabesp, Eletropaulo, Telefônica e outras. “Evidentemente que o sistema de mutirão é excepcional e não prima por qualidade de trabalho. Mesmo assim, houve uma porcentagem razoável. No universo de milhares de processos, 40% de solução através da conciliação é significativo”, explicou.
A desembargadora lembrou que a conciliação abre novas perspectivas para profissionais do Direito. Aliás, já existe cursos em São Paulo voltados à mediação. “Alguns já têm capacitação. A tendência é impor a existência de uma formação para que isto se dê de uma forma controlada e estruturada”, disse. Sobre novos empregos através da conciliação, a desembargadora ressaltou que esta é a mensagem que deve-se passar com muita ênfase. “Daqui a pouco, uma pessoa que faça muito bem conciliações terá uma carteira de clientes invejável”, afirmou.
Segundo Maria Cristina Zucchi, outra possibilidade da mediação de conflitos é desafogar o Poder Judiciário, que hoje encontra-se abarrotado por milhões de ações. “Nos Estados Unidos, há 15 anos eles estavam no estágio em que estamos hoje. Portanto, eu acredito que daqui a 15 anos tudo isto será uma realidade estruturada, controlada e realmente auxiliadora do ser humano”, destacou.