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Projeto da nova Câmara tem estilo futurista

LEGISLATIVO — Jorge Araújo (DEM) exibe projeto da futura sede da Câmara e diz que críticas vão mudar quando obra estiver pronta; gasto pode atingir R$ 1 milhão


Projeto da nova Câmara, que será construída na Clementino Gonçalves
O projeto do novo prédio da Câmara de Santa Cruz foi exibido na semana passada pelo presidente Jorge Araújo (DEM). Em estilo futurista, a construção vai lembrar uma caixa entreaberta, com destaque para o plenário multiuso que servirá de palco — com quase 350 assentos — para eventos culturais, de acordo com o plano de Araújo. A grande área envidraçada deve encarecer a obra, mas, segundo Jorge, depois de concluída vai possibilitar economia de energia elétrica.
Antes de iniciar a licitação para a obra — prevista para julho —, o presidente anunciou que vai discutir “retoques” com o arquiteto responsável e verificar a acústica do palco. “Um funcionário da Unesp de Bauru me recomendou enviar o projeto para analisar a acústica. Além disso, o ator Umberto Magnani Neto vai dar opiniões. Nosso objetivo é abrir o leque de participações para construir um prédio que seja funcional”, disse Jorge.
O plano é construir o prédio em um ano. Em semanas, o terreno na avenida Clementino Gonçalves, ao lado do Corpo de Bombeiros, será murado. “Este prazo vai constar no contrato com a construtora vencedora da licitação”, explicou Araújo. O vereador ainda não tem um orçamento da construção, mas acredita em economia com o uso do pregão público. Funcionários da Câmara serão treinados em cursos especializados em licitação. A previsão inicial de gastos está entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão.
O palco está situado no sentido oposto à frente do prédio. Os assentos serão instalados numa rampa de forte inclinação para facilitar a visibilidade. Não há degraus. “Todos os acessos serão com rampas”, explicou Araújo.
O vereador aposta que a obra, pela concepção modernista, vai incentivar uma onda de construções do gênero na cidade. “Santa Cruz merece uma valorização em todos os sentidos. A última obra deste tipo foi a sede do CPP (Centro do Professorado Paulista), que fica num bairro afastado”, lembrou.
Araújo admite que vai enfrentar críticas por conta da obra, mas acha que o prédio, quando pronto, vai mudar a opinião de muitos. “Nosso plano é disponibilizar o prédio para escolas, Secretaria de Cultura ou associações. Todos vão poder usar o novo recinto”, anunciou. “Sou um politico em fim de carreira e não tenho mais pretensões. Mas desejo deixar este prédio para o futuro da cidade”, explicou o vereador.

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