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Malabarista busca apoio para projeto

CULTURA — Para atingir o objetivo de dar aulas para crianças carentes, jovem tem feito apelos na internet


Guilherme com o primeiro aluno, “Teguinha”, que tomou gosto pela arte circense: “Aprender não é difícil”
Guilherme Correia tem 15 anos e se apaixonou pela arte circense ao ver malabaristas nas ruas de São Bernardo do Campo, sua cidade natal. O adolescente quer promover eventos do gênero em Santa Cruz do Rio Pardo. Para isso, se oferece para dar aulas gratuitas. Recentemente ele conseguiu uma turma de crianças, mas a falta de incentivo tem “freado” seu projeto.
O jovem malabarista já conseguiu unir uma pequena turma no “Educandário Lar das Crianças” para ensinar sobre a arte circense. No entanto, ele necessita de material para começar: um trio de claves, três trios de bolinhas e um trio de aros. Por conta própria, conseguiu do fabricante um desconto especial no material, que vai custar R$ 230. “O preço é um pouco alto porque o material é profissional”, explica.
Guilherme conta que já conseguiu parte do valor, R$ 80, doado por um patrocinador que soube da sua história através da internet. “Ainda falta dinheiro mas, assim que conseguir, vou começar com o projeto”, explica.
Na internet, ele fez um apelo através de um site de relacionamentos, convidando os santa-cruzenses para participar de eventos circenses na cidade. Guilherme se ofereceu para ensinar as técnicas gratuitamente. A intenção é promover encontros semanais, como ocorrem em cidades maiores do interior de São Paulo.
Ele não entrou em contato com a prefeitura. Guilherme tem preferido procurar outros colaboradores, pois acredita que no poder público qualquer tipo de ajuda é muito demorada. No entanto, demonstra interesse. “A prefeitura tem condições de encontrar um espaço para as aulas e todo tipo de público poderia participar. Além disso, o apoio financeiro seria bem vindo”, aponta.
O malabarista conta que a intenção é dar aulas para todos os públicos. Ele irá começar com as crianças, pois é a primeira turma que surgiu, mas espera que outras possam surgir. A turma está formada e aguarda somente parcerias para colocar o projeto em prática.
O adolescente gosta de desenvolver trabalhos voluntários. Ele, inclusive, fez parte do grupo da “Terapia Sorrir”, que levava alegria e descontração aos pacientes da Santa Casa. Ele diz que a iniciativa é sua, embora prefira crianças carentes.
Guilherme estuda malabarismo há dois anos. “Faço sete tipos de malabares, ando de monociclo, perna-de-pau e faço malabares com fogo e também pirofagia [cuspir fogo]”, explica. Ele conta que aprendeu a arte sozinho e que já participou do programa “Pé na rua”, da TV Cultura. O artista conta que começou a arte por hobby e que tem vontade de estudar e se tornar profissional. No momento, anima festas e eventos. “Sempre que posso, vou a convenções de circo”, acrescenta.
Ele se diz realizado com arte. Depois que começou, se tornou uma pessoa mais sociável e desinibida. “É legal as pessoas pararem para nos ver e aplaudir. Fico muito melhor sabendo que deixo as pessoas felizes. Quando é criança, então, é muito gratificante”, diz.
Guilherme diz que não é difícil aprender malabarismo. “Em um dia a pessoa é capaz de aprender. O primeiro passo é a vontade, depois fica fácil”, aponta. Seu primeiro aluno, Davi Alexandre Ortega, o “Teguinha”, também tomou gosto pelo circo e o acompanha em festas e eventos. Ele também participou do grupo da “Terapia Sorrir”.
A secretária de Cultura Zildete Camilo informou, através da assessoria de imprensa, que o adolescente deve apresentar o projeto para solicitar apoio da prefeitura. De acordo com ela, um jovem malabarista da cidade chegou a ser convidado a participar do 1º Fórum de Cultura de Santa Cruz e acabou não comparecendo.

Serviço: Os interessados em ajudar, podem entrar em contato com Guilherme, através do telefone (14) 9682-9423.