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Aos domingos, a moda é de viola e a toada é de raiz

MÚSICA — Duplas sertanejas de Santa Cruz do Rio Pardo se apresentam todos os domingos na feira livre; evento gratuito atrai bom público


Duplas se apresentam aos domingos, das 9h às 12h, no ginásio
Os domingos de manhã dos santa-cruzenses são bem agradáveis para quem gosta de uma boa toada. Há mais de cinco anos acontecem apresentações de duplas sertanejas na praça do ginásio de esportes “Anniz Abras”. Geralmente são quatro a cinco duplas de violeiros que se apresentam tocando músicas sertanejas de raiz.
Os sucessos de Tonico e Tinoco, dos santa-cruzenses Zilo e Zalo, Leôncio e Leonel podem ser escutados na voz de Roney e Rodiney, Peão e Boiadeiro, entre outras boas duplas e bons violeiros. “Todos os domingos de manhã a gente vem trazer alegria, amizade e companheirismo aos sertanejos”, afirma, com satisfação, Jacir Correia Alves, responsável por viabilizar o evento que atrai de 200 a 300 pessoas.
Jacir diz que a música está no sangue: “Fui nascido numa família sertaneja. Tenho um irmão que tem uma dupla sertaneja, João Sérgio e Juliano, e sobrinhas que cantam em bandas que também tocam músicas do gênero”.
O projeto de música de viola na praça começou há cinco anos, com Alcenir, da dupla Ademir e Alcenir. “Mas o Alcenir ficou doente e não pode vir mais, e era ele quem trazia o som”, lembra Claudinei Alves, o “Nei”, que apresenta as duplas e “dá uma mãozinha para o Jacir”. Nei também faz parte de uma dupla: ele é o Roney da dupla com Rodiney. “Os amigos pediram para eu tocar o projeto. Como eu gosto do sertanejo, comprei o equipamento de som necessário e, desde então, estamos animando todas as manhãs de domingo”, confirma “Jacir da Madtrat”, como é conhecido o empresário.
A Madtrat, aliás, tem o seu papel social. “Além de apoiarmos este projeto, a empresa também ajuda crianças do Jardim Brasília e do Parque São Jorge, com um projeto de futebol que tem nestes bairros”, explica Jacir.

Brincadeiras — “A música raiz nunca vai acabar. Às vezes tocam a sertaneja moderna, mas a gente é raiz, mesmo”, diz Jacir. Segundo ele, a maioria das pessoas participam do movimento por puro entretenimento. Mas a brincadeira atrai muita gente, como a jornalista Tânia Guerra, assessora de imprensa da prefeita Maura. “O show é super legal. Eu adorei”, diz.
Para Sérgio Luiz, “é um bom entretenimento, pois enquanto a mulher faz a feira, a hora passa”.
Já o trabalhador rural Rubens da Silva acompanha atraído pelo estilo das músicas, que lembram Tião Carreiro, Gilberto e Gilmar, Lourenço e Lourival. “É música que a gente escuta no sítio”, diz.
Para os proprietários dos bares nas imediações, as apresentações movimentam o negócio. Afinal, de uma cervejinha a uma cachaça, sempre há aqueles que acabam levando um frango assado.
A animação faz com que alguns arrisquem passos de dança; outros preferem apenas assistir e fazer da manhã de domingo um bom programa. As apresentações acontecem todos os domingos, das 9h às 12h, ao lado da feira livre, na praça do ginásio de esportes.