• Região
Sumiço de fitas provoca sindicância na Câmara

OURINHOS — Câmara Municipal instaura sindicância interna para apurar desaparecimento de fitas VHS com a ata digital do legislativo



Antônio Amaral abriu sindicância para esclarecer o mistério
A Câmara de Ourinhos instaurou sindicância para tentar elucidar o desaparecimento de cerca de 450 fitas de VHS que compõe a ata digital dos trabalhos legislativos. O lote teria sido enviado a uma empresa para execução dos serviços de transformação do sistema analógico VHS para a mídia digital DVD de todos os documentos audiovisuais pertencentes ao patrimônio do Legislativo ourinhense.
O presidente da Câmara, vereador Antônio Amaral Júnior (PT), assinou na semana a portaria 42/2009 e destacou três servidores para compor a comissão de sindicância. O objetivo é investigar e elucidar o caso. A comissão terá um prazo de 30 dias para apresentar um relatório.
“Reiteramos que a contratação do serviço de digitalização das imagens ocorreu em julho de 2006, durante a presidência do ex-vereador José Claudinei Messias e, conforme o processo 90.046/2009, houve suposto extravio das fitas”, explicou o presidente da Câmara. O ex-presidente Messias disse há duas semanas que as fitas foram entregues. “Estão lá, com certeza”, afirmou ao DEBATE.
Antônio Amaral explicou que os registros desaparecidos são referentes às sessões ordinárias e extraordinárias realizadas no período de 2000 — ano em que foi implantada a Ata Eletrônica — a outubro de 2004, quando as gravações passaram a serem feitas diretamente em DVD. Ele nega que sejam 450 fitas.
O lote de 275 fitas teria sido levado, mediante contrato com a Câmara, por uma empresa de Ribeirão Preto, que supostamente fechou as portas. Desde então, o paradeiro das fitas é ignorado.
A entrega das fitas foi autorizada pelo ex-presidente José Claudinei Messias, hoje diretor de Desenvolvimento Econômico da prefeitura de Ourinhos. Messias presidiu a Câmara de Ourinhos no período de 2005 a 2006.
Em nota recente, o presidente da Câmara de Ourinhos disse que tentou contato “por várias vezes” com os responsáveis pela empresa que estaria de posse do material, mas não obteve sucesso. Amaral determinou providências por parte do Departamento Jurídico da Câmara para que as fitas sejam devolvidas imediatamente. “Que os culpados sejam apontados e respondam por seus atos na Justiça”, disse o presidente.