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Rodoviária de Ourinhos está
servindo de "acampamento"

OURINHOS — Local está abandonado, sem policiamento e à mercê de marginais


Rodoviária de Ourinhos está abandonada e população reclama
A rodoviária de Ourinhos, que deveria servir de cartão postal da cidade para os visitantes, está abandonada e virou abrigo de mendigos, pedintes, marginais e prostitutas, segundo denúncias que o jornal recebeu nesta semana.
Uma pessoa que preferiu não ter o nome revelado informou que mendigos dormem nos bancos durante à noite, enquanto mulheres circulam livremente perturbando motoristas e funcinários. Na semana passada, até um “acampamento” foi montado por um desconhecido, sem ser importunado por fiscalização.
“Minha mulher trabalha todo dia em Palmital e chega por volta das 5h da madrugada. Quando vou buscá-la, encontro mendigos diariamente. Vejo pessoas urinando em qualquer lugar. Nunca encontro policiamento e a base da Polícia Militar está sempre fechada”, reclamou um usuário que preferiu o anonimato.
Além da falta de policiamento, ele também reclamou da ausência de fiscais na madrugada. “Nunca vejo um fiscal por volta das 5h. E agora, com a feira agropecuária, a situação deve piorar com o movimento triplicando”, afirmou. “Outro dia me surpreendi quando vi uma pessoa dormindo numa barraca”.
Um funcionário de uma empresa de ônibus, que também preferiu o anonimato por questão de segurança, concorda com a denúncia de abandono. “Aparece de tudo na rodoviária e não sei como vai ficar a situação com a aproximação da Fapi. Estamos pedindo policiamento para evitar tumultos”, explicou.
A rodoviária de Ourinhos há alguns anos foi até palco de homicídio. Uma pessoa que dormiu no local foi assassinada. “Tem muitos trabalhadores que estão procurando vans para evitar a rodoviária”, contou o funcionário.
A presença de pedintes é outro problema da rodoviária, onde homens e mulheres sobrevivem da mendicância. Além disso, a falta de higiene é visível. Perto de algumas plataformas, o cheiro de fezes e urina é constante. O problema se agrava pela taxa de R$ 0,50 — já considerada inconstitucional em outros municípios — cobrada pela prefeitura pelo uso do sanitário.