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Eternos namorados: amor e carinho
são essenciais para a vida conjugal

DIA DOS NAMORADOS — O casamento de 28 anos não esfriou; casal se orgulha da relação que vive


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O casal Adão Ramos da Silva e Josefina de Fátima Piga da Silva completou, no último dia 30, 28 anos de casamento. Para eles, nada mudou em relação à época de namoro. A chama da paixão continua viva e o casal se orgulha ao dizer que são felizes e nunca brigaram. A receita? Amor, carinho, respeito e sinceridade.
Adão — ou Nei, como é conhecido — conta que flertou com Josefina durante seis anos, mas ela diz não ter percebido. Os dois se encontravam em uma quermesse que era feita próxima à Igreja Matriz. Nei olhava Josefina de longe. “Era minha vida que estava chegando ali”, lembra. Os dois se conheceram efetivamente na quermesse da igreja São José. “Era engraçado, porque quando o via, saía correndo”, conta a esposa. Talvez o motivo da recusa fosse a barba e o bigode do pretendente, que a moça não apreciava.
Quando ele resolveu “mudar o visual”, Josefina passou a olhá-lo com outros olhos. Depois do interesse, veio a ajuda de uma prima, que conhecia o rapaz: “Como sabia que estava entre família, tudo começou”. Para o marido, aguardar não foi tão ruim: “Achava que ela era a mulher da minha vida. Quando chegava, meu coração batia forte”.
Entre namoro e noivado, foram sete meses. Porém, o noivo não queria ter esperado tanto tempo: “Com uma semana de namoro, comprei quase todos os móveis, mesmo sem saber se ia dar certo”. Mas deu certo e o casal vive o amor até hoje. “É uma vida maravilhosa”, garante Nei. Josefina completa: “Acredito que fomos feitos um para o outro”. Da união, nasceram dois filhos e eles já lhes deram um casal de netos.
Os dois ainda vivem como namorados. Nei leva a esposa todos os dias até o trabalho e não dispensa as mãos dadas. Além disso, trocam presentes em todas as datas especiais: aniversário, Natal, aniversário de casamento e até dia dos namorados. Durante alguma comemoração, costumam sair para jantar. “Levamos a vida da mesma maneira. Nada mudou”, diz Josefina. Ela diz que é comum ouvir das pessoas que admiram o relacionamento dos dois — uma prima chegou a apelidá-los de “casal 20”. “Podem até achar que é mentira, mas nós nunca brigamos. No nosso relacionamento existe muito diálogo, respeito e sinceridade”, conta Josefina. “Nossa vida é uma benção de Deus”, acrescenta.
Nei diz que não poupou esforços para levar o relacionamento adiante e, até hoje, o casal procura se entender de maneira amigável. Ele gosta de passear e viajar; ela tem medo de rodovia. A solução? Nei aceitou apenas visitar lugares próximos, como Bauru e Agudos, e ainda procura dirigir com responsabilidade, tudo para não amedrontar a mulher. “É praticamente ela quem dirige. Se pede para que ir devagar, atendo na hora. Como ela tem medo de estrada, não saímos muito e eu não forço para não deixá-la nervosa. Vamos muito para o sítio porque é perto”, explica.

Não basta só encontrar o par
ideal: é preciso saber cuidar

Adão Ramos da Silva sentiu que Josefina de Fátima Piga da Silva era sua “cara-metade”, a mulher da sua vida. Ela hesitou, mas não resistiu e os dois descobriram juntos como ter um casamento feliz.
“Acredito que cada balaio tem sua tampa”, diz Adão, conhecido como Nei. Mas ele adverte que é preciso tomar alguns cuidados para que o relacionamento dê certo. “Não saímos sozinhos. Aonde um vai, o outro está também”, exemplifica. Josefina diz que, depois do amor, a sinceridade é o ponto mais alto do casamento: “Não resolvemos nada sozinhos. Se for pra comprar, vamos os dois. Existe muito diálogo e ninguém faz nada sem comunicar o outro”.
Ela diz que a vida “é um livro aberto” e que o apego religioso também é muito importante para fortalecer o relacionamento. “Temos muita fé e isso contribui para a felicidade. Onde tem Deus, a felicidade existe”, avalia. Josefina conta que é natural sentir ciúmes, mas ele deve ser moderado, senão pode virar doença. “Brigar por ciúmes não é sinal de amor. Para mim, é falta de confiança. Quando um confia no outro, isso não existe”, avalia.
O casal acredita que a base do bom relacionamento é o amor, aliado à sinceridade, respeito e diálogo. Se fosse dar um conselho aos novos casais, Josefina diria que honestidade e confiança em Deus são características muito importantes: “Nada de mentira, nada de traição. Se mente uma vez, acaba mentindo sempre. Casar pensando em separar também não dá certo. Significa que não há amor”.
Para ela, é preciso analisar se casar realmente é a vontade dos dois. “Senão, sai cada um para um lado e não dá certo”, avalia. Nei acredita que os jovens casais precisam se inspirar nos mais “velhos” para entender como viver os segredos de serem eternos namorados: “Seria bom que todos os casais fossem assim, mas os novos não demonstram muito”.
E para o futuro? “Viveria mais 200 anos assim”, conta Nei.