Sucesso nem sempre é
financeiro, mostra novo livro de Guca

LITERATURA — Escritor lança no dia 6 “Cronistória Santacruzense”, que narra como alguns moradores da cidade chegaram ao sucesso


Guca Domenico aprontou de novo. Já está pronto o novo livro do escritor, músico, poeta e jornalista, mais uma vez com texto “exclusivo” para Santa Cruz do Rio Pardo. “Cronistória Santa-cruzense” narra, numa linguagem divertida e empolgante, parte da vida de 12 “felizardos” moradores, escolhidos a dedo pelo escritor para expor suas histórias.
O lançamento está previsto para o próximo dia 6 de agosto, no novo prédio da Câmara Municipal. Guca explicou que escolheu as personalidades que dão vida ao livro entre aqueles que conhece há muito tempo. “Seria normal que alguns ficassem temerosos por uma exposição excessiva, especialmente na questão do dinheiro”, afirmou. Porém, ele avaliou que, como são amigos de longa data, ele próprio tratou de preservá-los. “O que me importava é saber como eles se comportavam diante dos desafios”.
Os textos são empolgantes e muitas vezes recheados de humor. O leitor certamente vai mudar de opinião sobre alguns santa-cruzenses quando descobrir particularidades de suas vidas. Há, portanto, muitas surpresas. Mas engana-se quem pensa que o livro dedica-se a enaltecer aqueles que alcançaram o sucesso financeiro. “Vencedor não é somente quem ajuntou riqueza — e não há mal nisso —, mas aquele que aprendeu a dosar ambição e qualidade de vida”, explica o fundador do grupo musical “Língua de Trapo”. Muitas vezes, porém, há a junção de tudo isso.
Guca estava com a ideia na cabeça há muito tempo. A intenção era criar um panorama de qualidades que capacitam pessoas para enfrentar os desafios da vida. “Problemas, todo mundo tem. Como enfrentá-los quando eles surgem é que torna a pessoa vencedora ou perdedora”, disse.
O livro, aliás, parece ter feito bem a Guca, como mostra o sorriso estampado no rosto cada vez que fala da obra. Afinal, como o ator de Umberto Magnani Netto, ele também deixou Santa Cruz ainda jovem para tentar a vida na capital, mas jamais se esqueceu da cidade natal, que o atrai de forma fascinante. “Eu sou santa-cruzense até na medula. Quanto mais eu me conheço, mais entendo que na minha veia corre um sangue pardo. Santa Cruz nunca vai sair de mim, na cidade estão minhas referências. Acho que meu charme é esse, ser nascido aqui”, diz o escritor, numa verdadeira declaração de amor pela cidade.
E, como ele agora conta de alguns santa-cruzenses, Guca alcançou o sucesso. Jornalista, foi editor da “Folhinha de S. Paulo”, cantor e compositor consagrado com o “Língua de Trapo” e autor de vários livros, inclusive alguns da recente coletânea sobre jovens vultos históricos — ele escreveu, entre outros, sobre a juventude de Santos Dumont e Mandela, sucessos de venda em grandes livrarias.
“Cronistória Santacruzense”, segundo Guca, mostra o diferencial que levou um grupo de pessoas, de diferentes talentos e profissões, a transpor suas limitações iniciais. “A tentação é dizer que buscamos revelar o segredo, e já não mais seria segredo, vez que sempre esteve evidente”, disse.
Ele admite que muitas histórias podem servir de inspiração para gerações futuras. “Num mundo de celebridades descartáveis que nada tem a dizer de proveitoso, esta obra vai em direção contrária. Registra para a história da cidade de Santa Cruz do Rio Pardo a superação, o trabalho, a união e outras virtudes que podem e devem ser proclamadas em alto e bom som”, afirmou.


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