

DCPL: Além de ganhar os 500 mil o que mais você buscava ao se decidir participar do Big Brother Brasil?
Esperava obter patrocínio, apoio e que minha academia tivesse sucesso. Foi um bom momento para uma propaganda pessoal e vender uma imagem de lutador. Destes objetivos o único que não alcancei foi o sucesso da minha academia que infelizmente fechou. Mas os motivos do fechamento envolveram mais itens.
DCPL:Depois que saiu do programa você tem feito muitos eventos e desfiles, estas têm sido suas primeiras experiências nas passarelas? Ou você já havia trabalhado como modelo anteriormente?
Foi minha primeira experiência em passarela, mas já tinha feito anteriormente há muitos anos atrás trabalhos ligados a fotos e propaganda em tv.
DCPL:Enquanto estava na casa do BBB você mencionou que já havia estudado ballet quando criança. Do ballet à luta livre é uma longo caminho. Como foi este trajeto?
Na realidade desde que me conheço por gente já me envolvo em lutas, comecei apanhando, pois não tinha acesso a técnicas que me garantissem uma boa performance na hora de brigas no colégio. Minha mãe me oportunizou o aprendizado não só de dança como teatro e belas artes em geral. A minha busca pela luta foi crescendo a medida que me tornava mais independente e poderia tomar minhas próprias decisões. Aos 9 anos meu pai me ensinou karatê que foi o meu primeiro contato com arte marcial, onde permaneço até hoje, utilizando técnicas mais variadas.
DCPL:Você é um cara que faz um sucesso enorme com as mulheres. Isto sempre aconteceu ou você era aquele garoto feinho que as meninas nunca prestavam atenção?
Obrigado pelo "sucesso com as mulheres"!!! Até hoje eu não sou lá estas coisas, mas sempre tive relativo "sucesso" com as mulheres. O que mudou, foi que hoje em dia a oferta é maior pela exposição na mídia. Sempre fui feio pra caralho e não um garoto feinho, mas sempre fui seletivo e as mulheres que escolhi, me fizeram muito feliz.
DCPL:Como você lida com o assédio das mulheres? Aproveita todas as oportunidades ou você é um cara seletivo?
Com as mulheres sempre fui muito educado e carinhoso, mas evito de expor meus sentimentos ou relações e atitudes publicamente. Adoro ser assediado pela mulherada ¿ é o paraíso, pô! ¿ o que que eu quero mais? Dinheiro não compra isto! Sou feio mas sou Raimundo... hahaha. Como pessoa da mídia tento filtrar minhas relações não só com mulheres como nas amizades em geral e negócios. Também gosto de preferência de escolher meus inimigos! Mas nem sempre é possivel...
DCPL: Sendo filho de pai perseguido político, em que você foi afetado pela experiência vivida por ele? Qual foi o momento mais difícil para você? Como você segurou a barra sendo ainda uma criança?
Fui criado por pais que tiveram seqüelas emocionais e sei lá mais o quê, decorridas de sessões de tortura. Minha mãe não foi tão atingida fisicamente, e sim psicologicamente. Já meu pai foi amassado e ambos foram condenado ao exílio. O meu pai só ganhou a anistia pelo Diário da União (veja só) no inicio do primeiro mandato do Fernando Henrique Cardoso, isto mesmo FHC! Durante muito tempo, meu pai teve que ficar clandestino dentro do próprio país, muitas vezes tinha que me encontrar com ele sem poder chamá-lo pelo próprio nome, ou ele vinha me buscar escondido. Toda esta história no final das contas, serviu para enriquecer minha vida.
DCPL: Se estivéssemos vivendo uma ditadura hoje, você se engajaria numa luta política?
Se fosse pela vontade do meu pai não, se fosse por mim em relação a alguma idéia, ideal político de jeito nenhum. Não quero morrer nem matar por idealismos alheios. Mas se tivesse que lutar por algum objetivo ou ideal próprio com certeza que sim, pois já faço isto hoje em dia! A série de barbaridades que vivo falando já provam que sou agitador nato.
DCPL: Ao sair da casa você se surpreendeu com o número de fãs que te aguardavam aqui fora? É verdade que seus fãs acabaram se transformando em amigos?
Sim. Jamais pensei que tantas pessoas pudessem se identificar com minhas idéias, atitudes ou mesmo visual. Dentro da casa, eu pensava que seria eliminado com o maior numero de votos, mas aqui fora me surpreendo com o número de pessoas que vem falar comigo, não só pelo fato de aparecer na tv, mas que entenderam além disto. No meu caso muitos fãs se tornaram meus atuais amigos. Acredito que isto se deva pela sintonia de pensamentos e não pelo fato de ser famoso. Não que isto não aconteça, é bom deixar bem claro.
DCPL: Se o BBB4 estivesse começando em janeiro, o que você faria diferente desta vez?
Eu combinaria votos com os aliados e tentaria explicar mais minhas atitudes, que na minha visão muitas vezes foram mal interpretadas, por uma questão mais cultural do que pessoal. E pegaria a Antonella também! Hahaha.
DCPL: E o coração? Está batendo forte por alguém especial neste momento?
Meu coração não esta em condições de ser domado no momento. Heart Full of Pain.
DCPL: E o futuro? Quais são seus planos? E a carreira de atleta, como se encaixa neste burburinho do mundo fashion?
No futuro eu quero é mais viver minha vida em cima de um ringue, subindo mais alto possível no ranking e levando uma vida digna. Pretendo constituir uma família feliz. A imagem de lutador deve sempre ser veiculada em qualquer evento que eu faça, já que é minha marca pessoal. Adoro desfilar e fazer trabalhos publicitários, bem como festas, mas sei bem quais são os limites.
Obrigado pelo carinho das fãs do blog "decarapralua" e espero sempre atender a todas sem demora! D! ~:-))) (feio e mau).
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