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 Retrospectiva:
os melhores momentos
do Caderno de Informática
Matérias, artigos e dicas que marcaram o primeiro
ano do espaço dos bits e bytes no DIÁRIO DO VALE
Quem diria, o ano 2000 está
indo embora e, perdoem-nos os catastrofistas de plantão, o mundo continua aí. Entre as
coisas que esse ano nos trouxe, veio o Caderno de Informática do DIÁRIO DO VALE. Como
todo mundo, nós também estamos olhando para esse ano que termina e, de olho no champagne
do réveillon, pensamos no que foi feito durante este ano, ao mesmo tempo em que
imaginamos o que podemos fazer melhor no ano que chega. Esta edição do Informática é
diferente: vamos reunir, em cada página, um pouco do que de melhor foi publicado nela. Um
presente duplo: para o leitor, algumas boas recordações. Para nós, a satisfação de
termo feito algo de bom, lado a lado com o desafio de fazer cada vez melhor.
Escolhemos o que de melhor saiu em cada página do caderno, nestes
primeiros meses de vida, para montar uma edição especial, que, além de uma lembrança,
é um compromisso de continuarmos procurando sempre fazer o melhor. Veja algumas das
melhores matérias que saíram na primeira página do Informática:
Segurança: um
desafio para usuários domésticos e corporativos
O Caderno de Informática do Diário do Vale conversou com um profissional
que entende do assunto, e descobriu que alguns procedimentos simples pode ajudar, e muito,
a manter xeretas longe do seu micro. Marcos Velasco, o profissional que deu os conselhos
que você viu naquela matéria, é analista de segurança de dados e programador.
Marcelo explicou que, na hora de atacar um banco, o hacker muito
provavelmente vai preferir fazê-lo através de um usuário doméstico que esteja usando
serviços de internet banking. O motivo é simples: um usuário doméstico, com certeza,
terá muito menos defesas a serem ultrapassadas do que o banco.
Há diversos métodos de ataques a computadores de usuários domésticos.
A maioria deles procura roubar senhas e outros dados armazenados na máquina, com o
objetivo de gerar lucro para o invasor. O ataque é diferente da infecção por vírus,
que geralmente tem apenas objetivos destrutivos.
Uma informação essencial para que o hacker possa invadir um computador
ligado à Internet é o número do IP (Internet Protocol).
Há algumas
formas de se defender:
Senha: A primeira providência é ter senhas complexas:
nada de usar o próprio nome, a data de nascimento ou o número da carteira de identidade.
De preferência, misture símbolos como %#@, números e letras.
Programas de email: Configure seu programa de email para
só abrir as mensagens na forma de texto. Isso porque os emails com formato HTML podem ser
usados para esconder scripts (um tipo de programa) maliciosos que podem rodar e infectar
sua máquina pelo simples fato de você abrir uma mensagem.
Extensões de arquivo: Alguns criadores de vírus e
trojan horses "escondem" seus programas usando um recurso do Windows, que
permite que extensões de arquivos sejam ocultadas nas janelas do Meu Computador e do
Windows Explorer.
Softwares: Além de tomar essas atitudes, outra coisa que
o usuário pode fazer para se defender dos hackers é instalar alguns programas, como os
antivírus, as firewalls, os antitrojans e os pacotes de detecção de intrusos: são
programas que avisam ao usuário quando alguém está tentando extrair dados de seu
computador, ou acessando recursos de forma indevida.
Empregos em informática
A população vê a informática, e especialmente a Internet, como uma
espécie de arco-íris high-tech, ao fim do qual haveria ilimitados potes de ouro à
espera daqueles que, como dizem os leigos, "entendem de computador". Como
sempre, a sabedoria popular não está de todo equivocada. Neste artigo, o caderno mostrou
um pouco do "caminho das pedras" para aqueles que pretendem ganhar o pão de
cada dia com bits e bytes.
Veja a seguir,
em linhas gerais, as opções de trabalho mais comuns nessa área:
Desenvolvimento de software:
"Programador" é um termo desatualizado. O profissional que cria
software, hoje em dia, é chamado de desenvolvedor. Os desenvolvedores fazem muito mais do
que simplesmente escreverem código. Eles precisam conhecer técnicas de análise de
problemas, programação visual (para criarem as sofisticadas interfaces com o usuário do
ambiente Windows) e administração de projetos, entre outras, além, é claro de dominar
algumas das linguagens (ou ambientes) de programação (C, C++, Visual Basic, Delphi,
Java) e as ferramentas CASE, que ajudam a administrar o processo de desenvolvimento de
software.
Administração de redes e suporte técnico: A maioria
das empresas (e quase a totalidade das de médio porte para cima) já têm seus
computadores ligados em rede, e, portanto, precisam de um profissional para administrar
essa rede e chefiar os profissionais de suporte e de segurança. O administrador de redes
em geral tem um curso superior na área de informática, mas o essencial, para a maioria
dos empregadores, é que ele conheça bem o ambiente da empresa. Já os profissionais de
suporte têm a missão de fazer com que a infra-estrutura de informática, hoje
indispensável ao funcionamento da maioria das empresas, esteja sempre disponível...
apesar dos usuários.
Segurança: O profissional de segurança precisa de
formação mais sofisticada. Além de conhecer profundamente sistemas operacionais e
protocolos de comunicação, ele precisa ter bons conhecimentos de programação e,
principalmente, ser um pesquisador insaciável. A segurança de redes é uma espécie de
corrida entre esses profissionais e os hackers, que é vencida por quem for mais rápido
para adquirir novos conhecimentos sobre técnicas de proteção (ou de invasão, para quem
está no lado dos hackers) de sistemas.
Web development:
Embora a formação básica de um desenvolvedor web seja muito parecida
com a do desenvolvedor convencional (curso técnico e faculdade de ciências da
computação são uma boa base), as ferramentas a serem utilizadas são completamente
diferentes. Os ambientes de web development vão do prosaico Bloco de Notas, onde qualquer
pessoa com conhecimento de HTML pode criar excelentes páginas web, até tecnologias e
ferramentas sofisticadas como o SilverStream e o ASP.
Executivos de informática (CIOs):Ser um CIO (Chief Information Officer)
é o topo de carreira para qualquer profissional de informática. Acima de um CIO, só o
CEO, ou, em bom português, o Diretor-Presidente... Por isso mesmo, não espere se formar
na faculdade e conseguir uma vaga de CIO na semana seguinte. Primeiro você terá de
passar anos na área de desenvolvimento ou de administração, mantendo-se sempre
atualizado e ampliando sua área de interesse.
Emuladores de
site de Volta Redonda atraem visitantes do mundo todo
O site Emumaníacos foi iniciado de forma despretenciosa, mais como um
exercício dos conhecimentos de informática de seu criador, Cirino Souza Goulart, do que
como um empreendimento de comércio eletrônico. Hoje o Emumaníacos recebe, diariamente,
mais de cinco mil visitantes interessados em emuladores e ROMs, que são softwares que
permitem que jogos de consoles de videogame como Nintendo, Atari e PlayStation, ou de
computadores antigos, como o Amiga e o MSX, rodem no PC.
Cirino está envolvido com emuladores há três anos, e fez o site, em
princípio, por pura diversão e para exercitar os conhecimentos adquiridos no curso
técnico de informática que faz em um colégio da cidade. Como a procura se tornou muito
grande, ele decidiu transformar seu site em uma verdadeira empresa virtual.
O primeiro passo nesse sentido é a busca de patrocínios. Cirino já
conta com anunciantes em seu site, mas pretende ampliar os espaços publicitários.
Além da publicidade, o Emumaníacos obtém receita através da venda de
CDs, que contêm emuladores e ROMs. O preço cobrado pelos discos cobre os custos da
mídia e os trabalhos de configuração dos programas e de produção das embalagens.
O site, além de centenas de emuladores e mais de 3000 jogos para download
grátis, disponibiliza também tutoriais (instruções passo a passo) sobre emuladores,
fóruns de discussão e salas de bate-papo, onde os internautas podem solucionar suas
dúvidas sobre emuladores.
O que são emuladores: Quase todo o mundo gosta de
videogames. Atire a primeira pedra quem nunca gastou algumas horas sentado na frente de um
aparelho de TV, jogando PacMan, por exemplo. E por que não jogar esses jogos no
computador? O problema é que alguns dos melhores jogos são exclusivos de determinados
modelos de console, e não estão disponíveis para o PC. Só que, há algum tempo,
começaram a aparecer na Internet os emuladores. Emulador é um programa que faz com que
seu computador se comporte como um console de videogame e rode os jogos escritos para esse
tipo de máquina.
Os emuladores, em geral, são freeware, ou seja, são programas
distribuídos gratuitamente. Basta encontrá-los na Internet e instalá-los no computador,
para que seu Pentium funcione, por exemplo, como se fosse um PlayStation. Depois de
instalar o emulador de determinado console (o nome genérico dado aos videogames), o
usuário pode instalar os ROMs, que são também arquivos executáveis. Na verdade, os
ROMs são cópias do conteúdo dos cartuchos originais dos jogos. Quando rodamos um ROM
junto com um emulador, temos uma reprodução da interface do jogo original na tela do
micro.
Restrições ao uso dos ROMs: Embora a maioria dos
emuladores e dos ROMs sejam programas gratuitos, há algumas restrições ao seu uso. A
principal é que só está autorizada a usar o ROM de um jogo a pessoa que tenha o
cartucho original. O usuário, ao acessar o site que contém os arquivos para download,
compromete-se a só baixar os arquivos correspondentes aos cartuchos que possua, e o site
confia na palavra do usuário. |
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