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Motivo de Orgulho: GM disse que o
carro é a fusão da arte com a ciência

Roberto Dutra

Quando as montadoras exibem um novo carro-conceito nos salões automotivos realizados pelo mundo afora, elas costumam criar "slogans" de efeito para traduzir os objetivos supostamente transformados em realidade com o modelo. A Cadillac - marca pertencente à General Motors - não economizou quando mostrou o Imaj no Salão de Genebra, na Suíça, em março deste ano: disse que o carro é a fusão da arte com a ciência para o próximo passo lógico em automóveis. Seja lá o que queira dizer o pomposo e confuso "slogan", o carro, de fato, impressiona. Ainda mais por ter sido projetado por uma marca mais afeita a "sisudos" carrões de luxo, bem ao gosto do consumidor americano.

O Imaj pode mesmo ser considerado um "próximo passo". É que o carro foi inspirado no modelo Evoq, um conceito que foi mostrado no Salão de Detroit de 1999 e que vai entrar em produção em 2002. Ou seja, nada impede que o Imaj venha a ser o passo seguinte ao Evoq ou mesmo que forme uma única linha com o teórico antecessor, originalmente um esportivo conversível.

O Imaj, por sua vez, é um hatchback de visual agressivo, que mais parece um "nervoso" cupê à primeira vista. A frente apresenta faróis em formato arredondado abrigados por lentes verticais nas extremidades dos pára-lamas. O capô desce reto rumo à fronte, onde uma "quebrada" abrupta dá espaço à grade. A grade, por sua vez, tem um suave formato de "V" e não economiza espaço: ocupa quase toda a área frontal do capô. Embaixo, existe um spoiler nitidamente destacado dos pára-lamas e do capô, onde dois cortes servem como tomadas de ar auxiliares. Em tempos de linhas cada vez mais arredondadas nos automóveis, o Imaj abusa dos traços retos na dianteira.

Já nas laterais, a preferência parece ter sido por um visual mais "redondinho". O Imaj chega a lembrar o recém-lançado Ford Focus, com seu teto arredondado contrastando com a linha de cintura reta e levemente "musculosa". O teto do carro assume o formato de parábola que vem marcando os carros de passeio conceituais - principalmente os das marcas ligadas à GM, como Saturn e Oldsmobile.

Atrás, porém, o Imaj é absolutamente inconfundível. Os designers da Cadillac conseguiram criar uma traseira para o carro que, ao mesmo tempo em que não se assemelha à de nenhum modelo conhecido, não deixa de fazer uma alusão às "banheironas" que fabricou em sua história. As lanternas são verticais e ficam nas extremidades da traseira. E a parte posterior do modelo é composta por três seções: um diminuto vidro traseiro, uma pequeníssima tampa do porta-malas e área traseira efetivamente - quase como um notchback - dois volumes e meio.

No interior, o Imaj ostenta o luxo e a sofisticação que são inerentes à marca Cadillac. As linhas retas dominam o habitáculo. O painel é composto por três relógios analógicos redondos e luzes-espia enfileiradas verticalmente entre eles. O volante mais parece o de um carro esportivo, com três raios em cor de alumínio, empunhadura em couro e o símbolo da Cadillac ao centro. Já o console central é mais "modernoso": no alto, tem duas pequenas telas de vídeo que mostram imagens captadas por câmaras de vídeo, que fazem as vezes de espelhos retrovisores externos. Logo abaixo, uma tela de cristal líquido transmite as informações do GPS - sistema de navegação por satélite - e serve também para manusear o sistema de áudio, naturalmente composto por rádio/CD player. Sob a tela do GPS, estão os comandos de ar condicionado com botões em alumínio.

O cofre do motor abriga um "nervosíssimo" oito cilindros em V com 4.2 litros de capacidade volumétrica, 425 cv de potência máxima a 6.400 giros e 54 kgfm de torque a 4 mil giros. A transmissão é automática de cinco velocidades. Para frear, o modelo conta com discos ventilados fabricados em alumínio e fornecidos pela "grife" italiana Brembo, auxiliados por ABS. Um luxo, como convém a um autêntico Cadillac.

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