“Quando me formei em advocacia, aos 23 anos, abri um escritório em sociedade com um colega. Como a situação do mercado estava difícil, nosso pequeno empreendimento não durou muito e precisamos fechar. Na época, passei a ficar o dia inteiro em casa e tive depressão. Para aliviar essa ansiedade e tristeza, encontrei na atividade
física a minha terapia.
Sem limite, nada faz bem
Enquanto não arranjava outro emprego, passava cerca de quatro horas por dia fazendo ginástica. Aos poucos, virou uma obsessão: cheguei a recusar entrevistas de contratação para não me atrasar na academia.
Na época, já estava com um corpo em forma, mas queria mais e mais.
Por indicação de professores e colegas, passei a tomar termogênicos para queimar gordura durante o treino, sem receita – o que foi meu grande erro.
Num primeiro momento, funcionaram. Mas depois de algum tempo, meu corpo se acostumou e a situação ficou crítica: aos 26 anos, jovem e saudável, e indo diariamente à academia, comecei a me sentir sem disposição. Para reverter a situação, achei que deveria aumentar a dose por conta própria e pulei de três para oito pílulas diárias. Resultado: fui engordando sem perceber. Paralelamente a tudo, não sabia que tinha problema na tireóide, agravado pelo medicamento. Certa noite, senti o lado esquerdo do meu corpo formigar. Foi a gota d’água... |