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| Viagem ao fundo do poço |
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Estava completamente descontrolada: a balança continuava subindo e minha auto-estima descendo ladeira abaixo... Para completar o quadro, engravidei e cheguei aos 98 kg, que permaneceram mesmo depois do parto. Nem aproveitei a fase da maternidade, pois via o bebê como mais um fator de estresse.
Em 1998, o meu casamento melhorou um pouco e tivemos outro filho. Mas no fundo continuava infeliz com a minha situação. Comecei a trabalhar com meu marido na nossa agência de viagens e tive que acompanhar um grupo para Foz de Iguaçu. Durante os passeios da excursão, não conseguia andar no ritmo das pessoas até mais velhas do que eu por causa do excesso de peso. Fiquei muito envergonhada e tive até crises de choro escondida.
Foi a gota d’água e, nesse momento, prometi para mim mesma mudar. De volta a São Paulo, iniciei uma terapia com psicólogo. |
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