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Distintivo do Grêmio no Chaveiro
Demorei bastante tempo para aprender a dirigir. Somente aos 18 anos tive minha primeira experiência ao volante. Meu pai havia falecido recentemente, e, dessa forma, o Opala 73 ficou encostado lá em casa. Levava o Opalão para os lugares mais tranqüilos, como o litoral, por exemplo.
Em seguida, comprei com minha mãe, um Chevette, ano 81. O carro era zerinho, muito bom. Na época, havia entrado na faculdade e ele quebrou meus galhos. Tenho boas lembranças desse veículo, pois foi nessa época que estava formando a banda. O Chevette era um verdadeiro veículo de carga, pois levávamos todos os instrumentos e caixas de som para os shows e ensaios.
Logo no primeiro show aconteceu um incidente. Tive que buscar em casa um monitor e, como estava sem grana, pedi dinheiro emprestado para viajar. No meio do caminho, faltou combustível no carro. Deu para colocar um pouco de gasolina com o que arrecadei. O problema é que a tampa do combustível escorregou da minha mão e caiu dentro de uma boca de lobo. Terminei a viagem comuma flanela na boca do tanque..
Fiquei com o Chevette até 87 e, em seguida, tive dois Tempras. Gostei muito desse carro. Para se ter uma idéia, comprei um assim que ele chegou no mercado. Hoje tenho um Blazer, que fica com minha esposa, e um S10, que fica comigo. Preferi os carros maiores porque moro em Porto Alegre e viajamos muito para o interior. Além disso, dá para levar, tranqüilamente, os instrumentos, para os ensaios. Esses dois carros me satisfazem bastante, tanto que não tenho um sonho de consumo.
Não fico muito preocupado com a limpeza e a conservação. Minha esposa cuida mais disso do que eu. Prefiro mandar para o lava-jato e oficina. Gosto mais de acompanhar a evolução dos carros, admiro muito os designs. Acho super-interessante essas inovações retrô, que as montadoras estão fazendo. Também não sou muito exigente na hora de comprar. Os únicos acessórios que exijo é ar condicionado e um distintivo do Grêmio no chaveiro. Tendo isso, já está bom demais.
Humberto Gessinger
Publicado originalmente no Diário de Pernambuco - 24.05.1999 |
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