discos oficiais  
 
Filmes de Guerra, Canções de Amor
BMG | 1993

1. mapas do acaso audio cifras letra
2. além dos outdoors cifras letra
3. pra entender cifras letra
4. ?quanto vale a vida? audio cifras letra
5. crônica cifras letra
6. pra ser sincero cifras letra
7. muros & grades cifras letra
8. alívio imediato cifras letra
9. ando só cifras letra
10. o exército de um homem só cifras letra
11. às vezes nunca cifras letra
12. realidade virtual audio cifras letra



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ficha técnica

Humberto Gessinger - voz, piano, guitarra, acordeon e baixo
Augusto Licks - guitarra, guitarra XII, harmônica e violão
Carlos Maltz - bateria e percussão

gravado ao vivo na sala Cecília Meirelles - RJ
em 05, 06 & 07 de Julho de 1993
exceto Realidade Virtual & Às Vezes Nunca, gravadas nos estúdios BMG - RJ
produzido por Mayrton Bahia

participações especiais
Paulo Moura - sax em Às Vezes Nunca
Wagner Tiso - acordeon em Às Vezes Nunca

violinos Giancarlo Pareschi, Vidal, Alves, Daltro, Eduardo Hack, Walter Hack, João Menezes, Perrota, Léo Ortiz, Paula Barbato, Ricardo Amado, Antonella Pareschi
violas Penteado, Stephany, Jesuína, Hindenburgo
cellos Márcio Mallard, Yura, Zamith, Cássia Passarotto
contrabaixo Ernesto Gonçalves
trompa Philip Doyle
coro Jurema, Ana, Cecília, Nair, Renato, Ronaldo, Roberto, Mário
arranjo e regência Wagner Tiso

rodies: Cássio Araújo & Nilson Pereira
afinador do piano: Carlos Augusto Kersten
guitarras: Gibson Guitars - East (Deirdre & Jimmy)
bateria e percussão: Casa Músicos SP
arregimentador de cordas: Paschoal Perrota, Luz Samuel Betts & Cia da Luz
som: Gabi Som (gravação), Mac Áudio (PA & palco)
masterização: Ricardo Essucy
técnicos de som: Guilerme Reis (PA), Jorge Carvalho (palco), Roberto Marques (gravação show), Dalton Rieffel (gravação BMG), Mário Jorge Bruno (gravação BMG & mixagem)

direção geral: Gil Lopes & Carmela Forsin
produção executiva: Álvaro Nascimento
assistente de produção: Carlos Omena
projeto gráfico: Humberto Gessinger
produção gráfica: André Teixeira
ilustrações: Gilberto Zavarezzi
fotos: Dario Zalis



release

por Jimi Joe

FILMES DE GUERRA, CANÇÕES DE AMOR

Confesso que, como dizia meu avô gaúcho, fiquei com o coração na mão quando pediram para fazer o release desse novo disco dos Engenheiros do Hawaii. Primeiro, os caras não são apenas um dos símbolos do rock nacional dos 80 para mim.

Não posso esquecer que Maltz e Gessinger (Augusto Licks ainda não havia embarcado na banda) faziam o opening act para Atahualpa Y Us Panquis, a mais chinelona de todas as bandas gaúchas (essa chinelice é difícil de superar, Maltz!). Não posso esquecer todas as conversas com Carlos e Humberto sobre rock e estética e aquelas coisas todas. Impossível esquecer também que Engenheiros do Hawaii é uma das bandas mais polêmicas do rock nacional, a tal banda amada pelo publico e odiada pela crítica. Por tudo isso, quando me pediram para fazer esse realease, minha primeira reação foi: "Deixa eu ouvir o troço!". Afinal, o benefício da dúvida, até por culpa de um arraigado dever judaico-cristão-gaudérico, deve ser concedido mesmo aos guaipecas esquecidos por deus.

"Filmes de Guerra, Canções de Amor" não é apenas um novo disco dos Engenheiros, é um projeto (como quase todos os discos que eles têm feito) cheio de surpresas. Primeiro porque eles conseguiram laçar Mayrton Bahia após uma longa espera. Conhecido como produtor por seu trabalho com o Legião Urbana, Mayrton estréia com os Engenheiros em um dos projetos mais ambiciosos de Gessinger, Maltz e Licks. Isso fica plenamente evidente quando os ouvidos topam com a clarineta de Paulo Moura ou com os arranjos de orquestra de Wagner Tiso. Em segundo lugar, os Engenheiros cometeram um disco ao vivo premeditado. Marcaram três datas na Sala Cecília Meirelles, reuniram a Orquestra Sinfônica Brasileira em uma dessas noites, escolheram um punhado de canções, do primeiro ao último de estúdio.

O resultado é uma releitura cheia de nuances que revelam, além das divesas influências do grupo, seu crescimento musical. Augusto Licks reestreou sua origem de guitarrista de blues, a clarineta de Moura evoca um inacreditavelmente improvável clima de Artie Shaw. Humberto reafirma seu estilo vocal amparado pelas incursões de Maltz em instrumentos de percussão outros que não a tradicional bateria.

"Filmes de Guerra, Canções de Amor" refletem a reaproximação dos Engenheiros com uma de suas fontes básicas, a cultura da MPB, uma relação já evidenciada no clip de "O Exercito de um Homem só" através da cinematografia de Cacá Diegues. Você também tem direito ao beneficio da dúvida e pode até duvidar do fato de que "Filmes de Guerra, Canções de Amor" seja um disco clássico. Mas é inegável que trata-se de um disco com muita classe.


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