discos oficiais  
 
Simples de Coração
BMG | 1995

1. hora do mergulho cifras letra
2. a perigo audio cifras letra
3. simples de coração cifras letra
4. lance de dados audio cifras letra
5. a promessa audio cifras letra
6. por acaso cifras letra
7. ilex paraguariensis cifras letra
8. o castelo dos destinos cruzados cifras letra
9. vícios de linguagem cifras letra
10. algo por você cifras letra
11. lado a lado cifras letra



   clipe  |   áudio  |   cifras  |   letra
ficha técnica

Humberto Gessinger - voz, baixo, violão
Carlos Maltz - voz, bateria, percussão
Ricardo Horn - voz, guitarras, violões, viola, bandolim
Fernando Deluqui - voz, guitarras
Paulo Casarin - voz, piano, teclados, acordeon

gravado em julho e agosto de 1995 por Greg Ladanyi e Brett Swayne
estúdios O'Henry's (Los Angeles) e Rock House (Rio de Janeiro)

produzido por Greg Ladanyi
direção artística: Sérgio de Carvalho
coordenador de produção: Fernando Camargo
coordenador de repertório: Maysa Chebabi
editora: BMG Arabella
produção executiva: Deborah Sommer
assistente de gravação: Jeff Shannon, Paris Cronin e Guto
masterizado por: Doug Sax / Gavin Lurssen em The Master Lab (LA)

agradecimentos: Luis Niemeyer / Sérgio de Carvalho / Gil Lopes e Carmela Forsin / Thom Trumbo e Teve Moir Company / Tom Memrath / Richie Mazzatt / Bernadettei / Troy Newman Carlos Tappan / Laura e Camille e aos amigos da Showbrás e dos estúdios O'Henry's e Rock House e nossas famílias

capa
direção de arte e projeto gráfico: Felipe Taborda / Andrea Bezerra
designers assistentes: Barbara Szaniecki / Alex Northfleet
fotos: Pedro Lobo
assistente de fotos: Marc Alran
foto Engenheiros: D'André
supervisão de arte: Emil Ferreira

participações especiais
Nicolette Larson / Michaell Larson / Jessica Larson /Elsie Larson-Kunkel - vocal em Hora do Mergulho
Luis Conte - percussão em A Promessa e Ilex Paraguariensis
The Waters Sisters - vocal em Vícios de Linguagem
Kevin Cronin - violão em Lado a Lado
Kipp Lennon / Mark Lennon - vocal em Lado a Lado
 

release

Simples de Coração é o primeiro disco de uma banda nova chamada ENGENHEIROS DO HAWAII. Qualquer semelhança com aquele power trio gaúcho, que infringiu as regras de etiqueta rebelde do rock nacional não é mera coincidência. O ENGENHEIROS de que se vai tratar aqui é aquele mesmo, mas é outro. Expliquemos o contraditório. Saiu o guitarrista Augusto Licks e cairam algumas certezas. Entrou um trio no antigo trio: agora fazem parte da banda os guitarristas Fernando Deluqui, ex - RPM, e Ricardo Horn, além do multi homem Paolo Casarin. Os Pilares do grupo, Humberto Gessinger (baixo, voz e poesia) e Carlos Maltz (bateria e mais poesia), continuam os mesmos, mas na música, quanta diferença. "Preparem-se pra ouvir outra coisa", convida Maltz. As letras inquietas de Gessinger também continuam lá. Coerente, ainda é o mesmo cara que, em 1989 disse tocar "pra pessoas em dúvida". A embalagem é que mudou. Os arranjos estão mais encorpados e servem de ringue para embates bons de ouvir. Acordeom & guitarra, viola caipira & baixo fretless, órgão Hammond & castanholas. Todo mundo sai ganhando. "Amadurecemos, abrimos mão da paranóia de perfeição e conseguimos fazer nosso melhor disco", tenta resumir Carlos Maltz. A história é um pouco maior. Começa em 1993, como fim dos outro ENGENHEIROS. Após sete anos de convívio, saía do trio o guitarrista Augusto Licks. "Foi uma separação traumática, mas servu para derrubar o muro que existia em volta da gente", lembra Maltz. A banda não abria mão nem pra jogar peteca. "Antes da ruptura, chegamos ao cúmulo de produzir da capa ao som, dispensando interferências, com a intenção de passar uma estética pura, nossa", explica o baterista.

Depois do lançamento de Filmes de Guerra, Canções de Amor, Gessinger e Maltz fecharam para balanço. Os caquinhos começaram a ser reconstituídos coma chegada de Ricardo Horn, que nos tempos de colégio em Porto Alegre dividia com o amigo Humberto um prosáico grupo de chorinho. Depois chegou Fernando Deluqui. Ele estava saindo do RPM, participou de algumas jams com os ENGENHEIROS e descobriu uma nova razão de tocar. Casarin (tecladista, pianista e um talento no acordeom), acompanhante de Pepeu Gomes por sete anos, completou a banda. "Esteticamente mudamos muito. Fernando e Casarin atiram cada um para um lado", diverte-se Maltz. Em Simples de Coração, o juiz do tiroteio foi Greg Ladanyi, produtor californiano, que ostenta nove prêmios Grammy na prateleira de casa e já dirigiu no estúdio atrações como Madonna, Fletwood Mac e Toto.

O Greg tem uma preocupação muito especial com a canção. As bandas de Seatle resgataram isso recentemente, mas ele é romântico demais para elas", conta Maltz. "É a mistura que o Greg fez que a gente procura desde Longe Demais das Capitais", comemora o baterista. Sob a batuta de Ladanyi, o power quinteto ENGENHEIROS DO HAWAII ensaiou as novas músicas no Rio durante 15 dias de junho deste ano. Depois a banda arrumou as malas e foi gravar em LA. Diferente de muitos conterrâneos, que em geral só pegam o avião para cuidar da mixagem e masterização de seus discos, o ENGENHEIROS fez tudo lá fora: da captação do som à masterização.

Ladanyi devolveu ao ENGENHEIROS a espontaneidade perdida há tempos. "Nos últimos dias do trio, estávamos tocando por tocar, como escravos de uma máquina que tinhamos criado", lembra Maltz. Nenhuma das 14 canções de Simples de Coração exigiu mais de quatro takes antes da gravação definitiva. Humberto, Carlos, Ricardo, Fernando e Paolo estavam à vontade. "Passeamos muito à vontade por vários estilos", orgulha-se Maltz.

Gravadas as canções, coube a Greg um último retoque. "Os intervalos entre uma música e outra têm durações diferentes. Quero que este disco seja ouvido como uma única canção", planeja Ladanyi. Hora do Mergulho, a canção de abertura, é um susto. Começa com o lá, lá lá inocente de um coro e termina com um sino, que anuncia o novo disco do novo ENGENHEIROS. A Perigo é a prova instrumental da mistura do regional com o contemporâneo, perseguida pelos ENGENHEIROS. Tem surf music anos 60 e um solo de guitarra épico de Deluqui, costurado com o acordeom de Casarin. Na canção que batiza o disco, o acordeom volta a se fazer ouvir, ao lado da viola caipira de Ricardo Horn. Já perdemos muito tempo / brincando de perfeição / agora é bola pra frente / agora é bola no chão, penitencia-se Gessinger.

A primeira participação no disco é do percussionista cubano Luis Conte, na acústica Lance de Dados. Os versos trazem mais uma pílula poética de Humberto Gessinger. Os deuses dão as cartas / o resto é com você, diz a letra. A Promessa saiu do Rio, gravada com clara inspiração do rock anos 70, e voltou de LA latinizada. "Lá a gente se sente mais chicano", constata Maltz. A Promessa e Por Acaso traduzem no som e nas letras algumas das aflições existenciais da banda. (o céu é só uma promessa / eu tenho pressa / vamos nessa direção / atrás de um sol que nos aqueça / minha cabeça não aguenta mais). Em Por Acaso, Humberto volta a divagar sobre acaso e destino. "Ele sempre se pergunta se as coisas acontecem por acaso ou são predestinadas", nota o amigo Carlos Maltz.

Na gravação de Ilex Paraguarienses a recomendação de Greg ladanyi - de deixar a imaginação ir até onde der - foi levada às últimas conseqüências no estúdio. A música ia ser bem pop, mas baixou um galpão crioulo no estúdio, com direito a muito chimarrão, violão e tambores. Deluqui contribuiu com confusão, emitindo acordes de inspiração hindu. O cubano Conte completou a festa, tocando Uuuuuduuu drums, instrumento africano de sonoridade tão exótica quanto seu nome. Depois veio a porrada: O Castelo dos Destinos Cruzados, composta e cantada por Maltz é o punk a serviço do bem. "Adoro punk rock, mas acho que nem os caras levam a sério aquelas letras niilistas. Então fiz um punk com uma letra bem espiritual", explica o baterista.

Quem sobreviver ao desabamento do Castelo sobre seus ouvidos escutará a preocupada Vícios de Linguagem, uma canção sobre as guerras travadas fora e dentro de cada um. Participam da gravação as Water Sisters, trio vocal americano, que já tocou com os Stones e mais de 200 outros artistas. "Elas são maravilhosas. Simplesmente entram no estúdio e te dão tudo o que você quiser", agradece Ladanyi. O produtor define a penúltima do disco, Algo por Você, como "a coisa mais dark que já ouvi na vida". Perto do final, os ENGENHEIROS resolvem pegar mais leve. "Lado a Lado trata de fraternidade, algo raro nas canções pop. A letra fala sobre gostar de alguém, sem querer necessariamente dormir com ela", antecipa Maltz. Para ajudar a dar o clima, Kevin Cronen, vocalista da banda californiana REO Speed Wagon, participou da faixa despedida tocando violão. O novo disco do novo ENGENHEIROS é como sua capa: uma imagem do Sagrado Coração. Dramático, intenso e pop.

Departamento de imprensa BMG
 

| voltar |

www.engenheirosdohawaii.com.br © 1996-2009 enghawnet - última atualização - 30|09 02:23 livre acesso