discos oficiais  
 
!Tchau Radar!
Universal | 1999

1. eu que não amo você audio cifras letra
2. negro amor audio cifras letra
3. concreto & asfalto audio cifras letra
4. até mais cifras letra
5. nada fácil cifras letra
6. o olho do furacão cifras letra
7. seguir viagem cifras letra
8. 10.000 destinos cifras letra
9. na real cifras letra
10. 3x4 cifras letra
11. melhor assim cifras letra
12. cruzada cifras letra



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ficha técnica

Humberto Gessinger: voz & baixo
Luciano Granja: guitarra
Lúcio Dorfman: teclados
Adal Fonseca: bateria

Uma produção Universal Music dirigida por Alexandre Agra
VP A&R Nacional: Max Pierre
Gerência artística: Ricardo Moreira
Assistente de A&R: Barney

gravado em fevereiro de 1999 no Blue Studios/RJ
por Luis Paulo Serafim, Jorge "Gordo" e Sérgio Ricardo
assistentes: Enrico Romano, Billy & André Ratones

cordas gravadas no estúdio AR-RJ por Marcelo Sabóia
assistente: Daniel Carvalho

mixado no Castle Oaks-LA
por Benny Faccone
assistentes Cláudio Leiva e Pete Magdaleno

masterizado no Bernnie Grundman Mastering - LA
por Chris Bellman

cordas: Giancarlo Pareschi, Bernardo Bessler, Michel Bessler, João Daltro, José Alves da Silva, Antonella Pareschi, Ricardo Amado da Silva, Paschoal Perrota, Walter Hack, Carlos Eduardo Moreno, Carmelita Reis, Alfredo Vidal, Frederick Stephany, Jesuína Passaroto, Jairo Diniz, Marie Christine Bessler, Alceu de Almeida Reis, Jorge Kundert, Marcelo Isdebski Salles, Luiz Fernando Zamith, Denner de Castro Campolina e Jorge Soares.

Projeto gráfico: Luciane Ribeiro
Direção de arte: Gê Alves Pinto
Coordenação gráfica: Geysa Adnet
Fotos: Richard Romero
Assistente: Marcello Bravo
Estilo: Triton
Produção de foto: Rosane Amora
Assistente: Sylvia Rangel
Maquiagem: Tê Nunes

agente: Showbrás (021) 274 9248

Agradecemos à nossas famílias e amigos:
Ava, Adri, Clara, Tuti e Naninha, Francisco & Pedro, Amopo, Zé & João, Sérgio & Sil, Fabi & Noronha, Valderez, Manoela & Joaquim Allan & Daniel Agra, Berenice Sofiete, Solange Solanche, Gabriela Lopes, Arnaldo Bortolon, Alexandre Master, Cássio Araújo, Iran & Igor, André Garrido, Marguinha, Flavinho Magalhães, Caio fanarin, Marcelo Granja, Gabriel, Paulão, Alexandre Machado, Gilda & Rick Delatorre, Alex Fonseca, Irene Monteiro, Jorge & Michel Dorfman, Marcelo Monegal, Fernando Dimenor & Beat Barea Noise, Melissa & Thales & Edu Manera.

Agradecemos aos maestros e músicos:
Jaques Morelembaum, Eduardo Souto Netto, Márcio Lomiranda e Milton Guedes.

Agradecimentos especiais:
Gil Lopes & Carmela Forsin, Marcelo Castelo Branco, Edson Coelho, Max Pierre, Ricardo Moreira, João Carlos, Sting, Guto Graça Mello, Celso Lessa, Jorge Gordo, Luis Paulo Serafin e Sérgio Ricardo.

...este disco é dedicado aos fãs de fé freud fintstone...
 

release

por Marcelo Ferla

"!Tchau Radar!" desafia a implacabilidade do tempo e retoma o viço de uma das bandas de pop rock seminais do Brasil. Em seu novo disco, o primeiro pela Universal Music, gravado no Rio com a produção de Alexandre Agra e mixado em Los Angeles pelo fera Benny Facone (que tem os discos de Ricky Martin no currículo), o Engenheiros do Hawaii rejuveneceu sem perder a experiência - e a sabedoria - de um adulto.

Músicos de técnica exuberante, Luciano Granja (guitarrista), Adal Fonseca (baterista) e Lúcio Dorfman (tecladista) pegaram a estrada com o guru Gessinger (vocalista, baixista e compositor) e emprestaram à banda gaúcha o frescor dos primeiros tempos de carreira. Ao mesmo tempo, imprimiram um novo ritmo a engenharia hawaiiana. "!Tchau Radar!" não é a primeira obra "on the road" na infinita highway dos Engenheiros. Mas pega a estrada com uma velocidade que só o binômio juventude/experiência pode proporcionar. E com o timing de quem já sabe quando é tempo de "dar na cara" e qual é a hora de acariciar os ouvidos.

Com o pé na estrada e a cabeça na lua, o Engenheiros do Hawaii oferece o pop melódico de guitarras ácidas em "Eu Que Não Amo Você" e relê Bob Dylan/Caetano Velosso em "Negro Amor". Pé no freio e a cabeça nas nuvens de "Cruzada", de Tavinho Moura e Márcio Borges, sob a batuta de Jacques Morelembaum.

No baladão "Concreto e Asfalto", o Engenheiros se conecta com a melancolia contemporânea de bandas como o Grant Lee Buffalo. Em "O Olho do Furacão", os gaúchos dão o rewind pra fletar com a trsiteza existencialista do iê-iê-iê. "A vida em cada curva dispara o coração" nas trilhas de "!Tchau Radar!". Humberto Gessinger sabe o que faz. E está em ótima companhia.

"!Tchau Radar!" É o segundo disco gravado com a nova formação dos Engenheiros do hawaii. Como está se desenvolvendo o trabalho com Adal, Luciano e Lúcio?

Gessinger - No "Minuano", nossa relação era bem mais distante. Os guris ainda estavam botando o pé na água pra sacar a temperatura. Agora estamos bem mais entrosados, inclusive compondo juntos,e a banda tem uma formação musical sólida. Eu entrego as demos com tudo programado, mas entro no estúdio com todas as possibilidades. E eles se encarregam de achar o caminho.

É possível fazer uma apresentação individual dos novos integrantes?

Gessinger - O Adal e o Luciano funcionam como uma unidade. Eles têm uma coisa rock'n'roll mais forte. O Lúcio já cai para outro lado, é menor roqueiro, tem mais influência da MPB e do Jazz e uma incrível habilidade musical. O Lúcio é completamente emoção, não tem comprometimento racional e intelectual com nada. Já o Luciano é o cara mais responsável, é quem dá a assinatura. Ao mesmo tempo, é o mais selvagem. E o Adal é impressionante. Trabalhar com ele é como tocar com uma máquina que não precisa ser programada.

Como surgiu o nome "!Tchau Radar!"?

Gessinger - Eu lembro exatamente de quando pintou. Eu e o Lúcio estávamos indo de Porto Alegre para o Rio de Janeiro de carro, ouvindo uma demo com as novas músicas, e passamos por cinco radares em Curitiba. Os quatro primeiros eram de 40Km e o último era de 35Km, e nos pegou na ida e na volta. Aí eu disse: "Me larga, tchau radar!". Isso me conectou à fita que estávamos ouvindo, com várias músicas falando de viagem, estrada, separação. E se transformou no melhor nome para o novo disco.

E o que inspirou os temas separação e estrada?

Gessinger - De uns três anos para cá eu me separei de várias situações: fechamos a casa onde minha mãe criou os quatro filhos e a casa onde moraram meus tios, que me criaram, voltei a morar em Porto Alegre, os Engenheiros mudaram a formação e trocaram de gravadora. Mas, sobretudo, há uma grande mudança na minha relação com os Engenheiros e com a música. Estou completamente livre e descompromissado, no zero a zero. A imagem que me vem a cebaça é a do piloto no pit stop, naquelas corridas em que não se sabe quem está na frente. Você reabastece, recebe aquela água no carro, e de repente, lhe dão o sinal pra sair. É um tchau para aquilo que está lhe segurando, remontar a banda, o passado, o futuro. É uma liberação disso, das contigências em torno dos Engenheiros do Hawaii.

Por isto o disco é mais desencanado, mais direto? É um recomeço?

Gessinger - Exatamente. O disco é mais orgânico, mais musical. Não é um recomeço cronológico, porque !"Tchau radar!" sucede "Minuano", já gravado com a nova formação, mas o "Minuano" tinha mais a ver com minha volta ao Rio Grande do Sul. Eu estava pensando como os Engenheiros se encaixariam, como seria voltar. Agora estou direto em Porto Alegre e dá na mesma para mim, já não me preocupo com isso. O cara que pegar este disco vai estar mais órfão, não vai ter muita bula. A própria capa não é tão presa a conceitos.

Paradoxalmente, agora que você voltou ao Sul o disco não tem tantos ícones gaúchos.

Gessinger - É verdade. Músicas como "Herdeiro da Pampa Pobre" só pintam quando se está morando fora do Sul. Agora estou morando em Porto Alegre, sou gaúcho, não preciso ficar falando nisso. E me sinto mais livre. Era um saco ser um paradigma de sucesso nacional para as bandas do Sul. Isto já dançou, tem uma nova geração que não pegou o boom dos Engenheiros.

Sairam os ícones gaúchos, entraram com mais ênfase os temas paixão e relacionamentos. Qual o motivo?

Gessinger - O disco fala de relacionamentos pessoais, mas não de uma forma tão direta. Acho que a relação direta entre a vida e a obra de um artista uma mistificação romântica. A arte não é assim. A música é feita para contrabalancear a vida, não é um espelho, senào se tornaria um relatório mensal. A música é como fabricar nosso próprio remédio. Não é suor, é um perfume que você usa para balançar a vida.

Uma catarse?

Gessinger - Sim. Mas estas coisas que eu falo nas músicas eu descubro depois de tê-las feito. Você descobre a música, você não faz a música. Eu não me dirijo quando estou compondo. A música está ali, escondida em algum lugar, e você tem que chegar perto e descobri-la. E a grande arte é saber quando você chegou, porque não toca uma campainha avisando. Se funcionou ou não, você descobre depois, ouvindo as pessoas. A letra não é a bula. Passa um bloco de informações. É importante, mas você só a descobre totalmente quando vê a reação que ela causa nas pessoas.

Além do som, as letras estão mais diretas em "!Tchau Radar!". É alguma mudança de estilo?

Gessinger - Na verdade, elas estão menos formalistas. No trio, as letras tinham uma funçào rítmica muito forte. Agora, com a nova formaçào, a voz fica mais liberada. E, graças à mixagem do Benny Faccone, minha voz está muito presente no disco, mas não dá bandeira. isso é importante, porque nós brasileiros somos muito orientados pela voz.

Marcelo Ferla

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