|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
|
|
 |
Artigos |
|
|
| edição 23 - Março 2007 |
 |
|
| Quem é do mar não enjoa |
|
| por Eduardo Augusto Geraque |
Seja como pano de fundo, inspiração ou até mesmo personagem, os mares do mundo já rechearam muitas obras ao longo dos séculos. São raros, no entanto, os livros que se debruçaram realmente sobre os oceanos em geral. Estes, quando existem, estão restritos aos cursos de oceanografia e são quase que impalatáveis. Algo que os divulgadores da ciência bem que poderiam resolver.
Ao relembrar a adolescência, não há como esquecer Moby Dick e 20 mil léguas submarinas. O primeiro, escrito por Herman Melville em 1851, é uma aventura espetacular que, nos dias de hoje, pode até ajudar a entender por que as baleias estão desaparecendo dos mares. Como eu queria, de verdade, ter navegado uma única vez no Pequod, mas talvez sem a companhia do capitão Ahab.
A obra de Júlio Verne, também de meados do século XIX, é talvez uma aventura ainda mais cheia de simbolismo do que a caça às baleias. Dentro do Nautilus, o capitão Nemo busca criar uma "sociedade" totalmente independente do mundo. Vivendo no e sendo sustentada apenas pelo mar.
Mas, depois, quando se cresce, o mar passa a ser uma realidade e se quer realmente viver as aventuras nele, de verdade. Nesse caso, o ideal é embarcar na travessia feita pelo explorador Amyr Klink entre a África e o Brasil. Em Cem dias entre céu e mar, o leitor entende muito bem o que é o ser humano e o que é o oceano. |
|
1 2 3 » |
 | Eduardo Augusto Geraque É jornalista e biólogo. Mestre em oceanografia biológica pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, faz, na mesma universidade, doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (Prolam/USP), com especialização em jornalismo ambiental. |
|
|
|
|
|
|
|
|