Londres está cheia de porcos. Nas ruas, há bois boiando. E vacas que vão entrando pelas casas. É preciso fechar as cercas. Espantá-las da praça.
Falo, aqui, de uma Londres sul-americana. Onde a água, longe da Trafalgar Square, é pura lama. Poética. Como ir pela estrada, em viagem, e sentir cheiro de terra. Primitiva.
Foi o que eu fiz. Seguindo, de alguma forma, os passos do escritor paraguaio Augusto Roa Bastos (autor do clássico Eu, Supremo, morto em abril deste ano). Explico: Londres é Nueva London, vilarejo que conheci quando visitei o Paraguai em maio para participar da 2ª. Feira Internacional do Livro.
A saber: a comitiva ia parando. Até chegarmos à cidade de coronel Oviedo, onde a feira acontecia, a alguns quilômetros da capital, Assunção. Tudo uma vista parecida com o Nordeste do Brasil. Se a pobreza era física, era espiritual o calor humano. Temperatura: 28, à sombra. |